segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Marcha Mundial das Mulheres na ilha Terceira a 17 de Outubro de 2015


Iniciativa simbólica da Marcha Mundial das Mulheres

 
Ilha Terceira – Sábado, 17 de Outubro de 2015 - 10:30h
Caminhada na Avenida Marginal da Praia da Vitória
(ponto de encontro junto ao Auditório do Ramo Grande)
 
 
 
Participem e divulguem junto do/as vosso/as colegas de trabalho, familiares, amigo/as e conhecido/as.
 

UMAR Açores no Festival Azure 2015

Prevenção da Violência no Namoro
 
No âmbito do plano de actividades para o ano de 2015, a UMAR Açores esteve presente no Festival Azure que se realizou na zona de lazer de Santa Bárbara, Angra do Heroísmo, nos dias 5 e 6 de Setembro.
Através de um espaço cedido pela organização do festival, a equipa técnica e voluntárias da associação, procuraram promover a erradicação de preconceitos associados às discriminações em função do género, sensibilizar para os sinais de abuso (verbal, psicológico, físico, sexual ou outros) nos relacionamentos íntimos, informar sobre os direitos / recursos de apoio para quem é vítima de violência no namoro / violência doméstica, incentivar o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e prevenir a violência doméstica em relacionamentos futuros.
 
Espaço da UMAR Açores no Festival Azure 2015
“A violência a mim não me assiste!”

Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 08 de Outubro de 2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Festival AZURE 2015

Espaço da UMAR Açores
FESTIVAL AZURE 2015 - Santa Bárbara
 
PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NO NAMORO
 








































 
 
 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Quilómetro Solidário

 
Integrada nas Festas do Porto Judeu 2015 e organizada pela ICHTUS – Associação de Juventude do Porto Judeu, decorreu a iniciativa “Quilómetro Solidário” no passado dia 24 de Julho, pelas 10h30, na referida freguesia. A associação de jovens, que se mantém bastante activa dinamizando diversas actividades, quis deste modo contribuir para a campanha da recolha de artigos de vestuário, higiene, e brinquedos para bebés e crianças, promovida pela UMAR Açores em parceria com a Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória e Confederação Operária Terceirense, que se encontra a decorrer.
O “Quilometro Solidário” consistiu numa corrida com partida e chegada ao Largo da Cruz, passando pelo Poço D’Além e pela Canada do Cemitério. Os/as participantes contribuíam com um donativo do material referido no acto da inscrição. Queremos em nome da UMAR Açores agradecer a iniciativa da ICHTUS, a colaboração na campanha e felicitar os/as vencedores/as: 1º lugar – Bruna Melo, 2º lugar – João Paulo Pires e 3º lugar – Bruna Aguiar Melo. Parabéns!
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 20 de Agosto de 2015
 


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

DESTAQUE DO MÊS DE JULHO DE 2015


DESAFIOS E CONQUISTAS DE LETÍCIA TOSTE
 


Este mês entrevistamos Letícia Margarida Tavares de Couto de Borba Toste, de 47 anos de idade e nascida em 29 de Janeiro de 1968. Tem o 12º ano de escolaridade e trabalha como funcionária publica, na categoria de coordenadora técnica. No entanto, o que nos levou a entrevistá-la, foi a forma extraordinária como tem vencido os desafios, que se tem proposto atingir, na natação de longo curso e em mar aberto.

- Como começou e o que a motivou a participar em provas de natação? Que idade tinha?

            Desde cedo que sempre tive uma paixão pelo mar. Aprendi a nadar aos 8 anos de idade na praia do Porto-Pim na ilha do  Faial e nunca mais parei. Os verões, na minha adolescência, eram passados essencialmente na zona balnear da Silveira. Nessa altura observava atenta e admiravelmente o Duarte Simões, que também é companheiro das travessias, a fazer a travessia até ao cais dos soldados, no Monte-Brasil. "Um dia tenho que fazer isso", pensava eu porque sempre adorei o mar e a natação sempre foi umas das minhas paixões. Mas o facto é que tinha algum receio de ir sozinha, então ia nadando junto à costa até quase ao Fanal e voltava estivesse o mar como estivesse ou então nadava até a uma rocha que se ergue a alguns metros da Silveira a que nós chamamos de "martelo", vezes sem conta.

 - O que a fez entrar na prova de natação da travessia Faial/Pico? Foi a única mulher?

            Relativamente as grandes travessias, tudo começou em 2013, tinha eu 45 anos, com um desafio do meu amigo Victor Medina, o mentor destas loucuras, também por influência do Duarte. O desafio era então nadar dos ilhéus das cabras até Angra. Chamei-o de doido para baixo, disse-lhe que havia muitas águas-vivas e que não ia e como é óbvio nem me preparei para tal evento. O que foi certo é que ao aproximar-se o dia 23 de Julho, dia marcado para a prova comecei a pensar mais seriamente no assunto e o bichinho da natação falou mais alto e lá "apresentei-me ao serviço" naquela manhã no Porto-Pipas e lá fui eu de semi-rígido até aos ilhéus. Fui a 1ª mulher a realizar esse feito e fi-lo em 4H 55min. Nesse ano também, no mês de Agosto e inserida nas festas de S. Mateus, efetuei outra travessia, a da Silveira - S. Mateus sempre na companhia dos mesmos nadadores. Já nesse ano ficou combinado que em 2014 a próxima travessia seria a do canal no sentido Pico-Faial e ficou agendada para o dia 02 de Agosto também inserida nas festas da cidade da Horta, a Semana do Mar. Nasceu então o nome do grupo “NADAR AÇORES”. Fiquei um pouco ansiosa só de pensar nisso, mas com muita vontade para o fazer uma vez que mais nenhuma outra mulher o tinha feito nos Açores. Posto isto, a preparação física para essa travessia começou mais cedo. E assim foi, no dia 02 de Agosto saímos do Pico pelas 10:00h. O mar apresentava-se contra nós, estava mal disposto, com ondas impróprias para a natação de longa distância mas esse facto não nos impediu de a querermos realizar e lá fomos nós à conquista das ondas com o único objetivo - nadar os 9 km que nos separavam da ilha do Faial e chegar à outra margem. E lá cheguei eu após 3:45h, em menos tempo que a travessia dos ilhéus. Sou realmente a 1ª e a única mulher nos Açores a ter efetuado semelhante feito. Atualmente estão agendadas outras duas  travessias, a 1ª para o dia 27 de Julho. O objetivo é nadarmos os 20km que separam as ilhas de S. Jorge - Pico. Os locais escolhidos de ambos os lados são Velas - S. Roque e a 2ª,  no dia 31 do mesmo mês, repetir o outro canal mas no sentido inverso, desta feita Faial-Pico.

- Sendo uma prova essencialmente virada para os praticantes do sexo masculino, como foi a sua integração? Quais as principais dificuldades que sentiu/enfrentou?

            A minha integração não podia ter sido melhor. Sou muito sociável também o que ajuda bastante. Os meus companheiros de travessias são do melhor que possa existir, são muito bem-humorados também, não senti qualquer resistência nem dificuldade por parte deles, muito pelo contrário, sempre me deram apoio, reina entre nós um espírito de entreajuda psicológica o que é fabuloso.

- Alguma vez sentiu na prática desse desporto, que não lhe era dada a devida credibilidade por ser mulher?

            Nunca senti isso por parte de ninguém do grupo. Se isso foi realmente sentido por parte de alguns dos elementos ficou no segredo de cada um, mas penso não ser verdade.

- Já alguma vez se sentiu discriminada pelo facto de ser mulher?

            Desde cedo que sempre fiz valer a todos com quem eu me relacionava que ser mulher não era sinónimo de ser frágil, indefesa ou com menos qualidade. Manifestei muito isso através das brincadeiras de criança e depois mais tarde nas práticas desportivas e em outras áreas. Era e ainda é importante para mim mostrar que as mulheres, sendo sem dúvida mais fracas fisicamente que os homens, não invalidava nem invalida que sejam capazes de muitas proezas num mundo que hoje está, felizmente, menos masculino. E respondendo à pergunta, felizmente que não tenho sentido isso, talvez pela minha imposição e esforço perante esse fato.

- Como acha que são vistas as mulheres vítimas de violência doméstica na sociedade em geral?

            As mulheres vítimas de violência doméstica são vistas como seres indefesos e muito frágeis. São mulheres que não tiveram oportunidades de mostrar o quanto são válidas o que acaba por dar uma impressão pouco fidedigna das suas capacidades a vários níveis da sua vida. Há também, infelizmente, quem ache que até merecem ser agredidas por terem uma ou outra atitude que possa ir contra as vontades de cada um. Isso é horrível, é uma falta de respeito ao mais baixo nível.

- Acha que as associações feministas, como a UMAR Açores e outras, desempenham um papel importante na nossa sociedade atual?

            Associações como a UMAR são um exemplo de solidariedade social deveras notável. Desempenham um papel consideravelmente valoroso de prestação de: apoio, informação, cuidados e encaminhamento de muitas mulheres em situações extremas e não só, de maus tratos físicos e psicológicos e em situações sociais muito precárias. Embora estejamos a viver numa época de grande informação a todos os níveis, continuamos a verificar, para nosso espanto, que a violência contra as mulheres continua a um nível elevado que, a meu ver, já não deveria existir uma vez que o que não falta são meios de divulgação públicos para a sensibilização dessas e outras práticas de maus tratos.

            Pedimos à nossa entrevistada, que elaborasse uma questão, a que gostasse de responder e resultou assim ...

- Se fosse multimilionária, como acha que poderia ajudar no combate a esse tipo de situações sociais?

            Se eu tivesse assim tanto dinheiro faria principalmente duas coisas: a 1ª seria criar uma instituição de apoio a crianças abandonadas ou com situações de vida muito precárias. Proporcionava-lhes todo o tipo de apoio para que essas crianças tivessem todas as oportunidades de uma vida equilibrada, justa e feliz, a 2ª seria criar igualmente uma instituição de apoio as mulheres vítimas de violência e descriminação social para que do mesmo modo obtivessem as melhores condições para uma vida digna.

            Obrigado Letícia, pelo exemplo que dá a muitas mulheres, de que os desafios só significam algo, quando são um objetivo a atingir, uma conquista!


Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 8 de Julho de 2015

 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Quilómetro Solidário

 
Corrida "Quilómetro Solidário".
Sexta feira, 24 de Julho de 2015, pelas 10h30
Porto Judeu (Largo da Cruz)

Inscreve-te doando material (fraldas, produtos de higiene, roupa, calçado, etc...) para bebés e crianças.

O material recolhido será doado à UMAR Açores - Associação para a Igualdade e Direitos da Mulheres, para posterior entrega a mulheres vítimas de violência doméstica com filho/as a seu cargo.
 
 
Iniciativa integrada nas Festas do Porto Judeu 2015
e organizada pela ICHTUS - Associação de Juventude do Porto Judeu

 


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Campanha de recolha de roupa, calçado, fraldas, produtos de higiene e brinquedos para bebés filho/as de mulheres vítimas de violência

 
 
 
 
 A R.A.I.M.I.T. – Rede de Apoio Integrado à Mulher da ilha Terceira, através da UMAR Açores - Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres (O.N.G.), Casa Abrigo Solisvita da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória (I.P.S.S.) e Casa Abrigo Renascer da Confederação Operária Terceirense (I.P.S.S.), vem por este meio solicitar a sua contribuição através da divulgação e participação numa campanha de recolha de roupa, calçado, fraldas, produtos de higiene e brinquedos para bebés filho/as de mulheres vítimas de violência.
 
 
 Esta iniciativa acontece, porque muitas mulheres vítimas de violência são encaminhadas para casas de abrigo com o/as seus filho/as bebés e saem de casa em situações urgentes, levando consigo apenas a roupa que têm vestida.
 
 
 Nas referidas casas de abrigo existem peças de vestuário suficientes para adultos, no entanto uma das dificuldades prende-se com a necessidade em disponibilizar roupa, calçado, fraldas e produtos de higiene para bebés.
 
 
 Assim esta campanha pretende colmatar essa falta, convidando todas as pessoas, associações, empresas e comerciantes locais a participarem, oferecendo roupa, calçado, fraldas, produtos de higiene e brinquedos.
 
 
 A recolha será feita pela UMAR Açores, que posteriormente entregará os bens doados às casas de abrigo existentes na ilha Terceira.
 
 
 Para mais informações poderá contactar a delegação da UMAR Açores na ilha Terceira no Edifício da Recreio dos Artistas na Rua da Rosa s/n 1º Andar em Angra do Heroísmo através dos seguintes contactos: telefone – 295 217 860; telemóvel – 968 687 479 ou e-mail - umarterceira@gmail.com

 
Participe e ajude-nos a ajudar

 
Obrigada