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terça-feira, 8 de junho de 2010

Associação Cristã da Mocidade recebe Programa de Educação Afectivo – Sexual promovido pela UMAR


A UMAR Açores, Delegação da Terceira, enquanto entidade gestora do CIPA – Centro de Informação, Promoção e Acompanhamento de Políticas de Igualdade, labuta, sobretudo, pela promoção da igualdade de oportunidades dos grupos mais vulneráveis socialmente. Sempre com vista a fomentar a igualdade de género na comunidade, este ano, 2010, a Associação tem vindo a alargar as suas intervenções às seguintes populações: pessoas com necessidades especiais, minorias étnicas e sexuais.
Assim sendo, entre os dias 12 e 29 de Abril, implementou-se, na Associação Cristã da Mocidade da Ilha Terceira, o Programa de Educação Afectivo – Sexual. Este abrangeu um universo de 16 utentes, com idades compreendidas entre os 23 e 46 anos. Os objectivos prenderam-se, sobretudo, com a promoção da autonomia e da responsabilização; para que uma vivência mais realista e positiva da sexualidade seja, efectivamente, possível.

Publicado na Página Igualdade XXI do Jornal Diário Insular de 5 de Junho de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Educação Afectivo-Sexual nas Escolas

A Sexualidade e a Afectividade são componentes essenciais da intimidade faz parte da vida, do corpo, das relações entre as pessoas, do crescimento pessoal e da vida em sociedade.
A Sexualidade é uma fonte de prazer, de comunicação e de realização pessoal, portanto promover a saúde sexual dos indivíduos é um importante contributo para a sua formação pessoal e social.
O início desta formação começa desde que se nasce, no seio da família, e continua com a entrada no meio escolar. A Educação Sexual sendo uma componente da educação a escola tem um papel importante a cumprir na formação das crianças e jovens e na articulação desta mesma formação com as famílias.
Sabemos que a educação sexual informal e espontânea que, existe sempre e em toda a parte, não é, muitas vezes, suficiente, esclarecedora e eficaz. Mas sabe-se também que, a educação sexual positiva e eficaz ajuda a crescer e a ter uma vivência responsável e saudável da sexualidade, ajuda a prevenir os riscos ou problemas de saúde associados à vivência da sexualidade, como as gravidezes não desejadas e as infecções sexualmente transmissíveis, resultando numa atitude preventiva face à doença e numa atitude promotora do bem estar e da saúde.
A educação sexual nas escolas é uma necessidade e um direito das crianças, jovens e das famílias, previsto na legislação portuguesa desde 1984.
Actualmente, a organização curricular dos ensino básico e secundário deve contemplar obrigatoriamente a abordagem da promoção da saúde sexual e da sexualidade humana pela inclusão, nos planos de estudos, de conhecimentos científicos sobre as diferentes componentes anatómicas do corpo humano, dos mecanismos básicos da reprodução humana, compreendendo os elementos essenciais acerca da concepção, da gravidez e do parto, da genética e da sexualidade humana, e claro, adequados aos vários níveis de compreensão das crianças e jovens.
Para além da abordagem de temas da sexualidade humana nos planos de estudos têm-se criado e desenvolvimento programas de educação sexual nas escolas. Estes programas têm sido desenvolvidos no sentido de; dar formação aos professores, educadores e auxiliares para serem capazes de agir de forma adequada e correcta perante dúvidas relativas à sexualidade das crianças e jovens; promover e dar apoio às famílias na educação dos seus filhos, valorizando o seu envolvimento em todas as actividades programadas, impedindo que se criem mal entendidos ou receios acerca da finalidade das mesmas; proporcionar a articulação entre as escolas e as famílias com os serviços de saúde, nomeadamente os Centros de Saúde pela promoção das consultas infanto-juvenil.
São finalidades também destes programas de educação sexual, e atrevo-me a dizer que talvez as mais importantes, desenvolverem nas crianças e jovens a sua autonomia e comunicação, a sua liberdade de escolha, o direito à informação e uso de vocabulário adequado, a adopção de comportamentos e decisões responsáveis nos relacionamentos e na recusa de comportamentos não desejados em situações de injustiça, abuso, perigo ou que violem a dignidade e os seus direitos; o reconhecimento da importância das relações afectivas na família; a valorização das relações de cooperação e de inter – ajuda; o respeito pela diferença e o saber procurar ajuda e apoio, quando necessário.
É importante referir também que, a saúde sexual pressupõe uma abordagem positiva à sexualidade humana, promove uma vivência mais gratificante, mais autónoma, mais informada, mais responsável e uma maior qualidade de vida e das relações pessoais. Não apenas o aconselhamento e os cuidados relativos à reprodução ou prevenção de problemas.

Susana Loureiro
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica
Docente na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

Publicado no Jornal Diário Insular - IGUALDADE XXI - de 5 de Agosto de 2009

Programa de Educação Afectivo-Sexual

EBI de Angra do Heroísmo


EBI de Angra do Heroísmo


A UMAR Açores tem investido cada vez mais na promoção da Igualdade e na prevenção da Violência de Género (masculino e feminino), sendo também do âmbito desta associação o trabalho a nível dos Direitos Sexuais e Reprodutivos. Desta forma foi criado o Programa de Educação Afectivo Sexual, direccionado para as crianças do 3º e 4º ano de escolaridade. No ano lectivo transacto este programa decorreu nas Escolas Básicas do Agrupamento Tomás de Borba e neste ano foi desenvolvido junto das turmas do Programa Oportunidades na Escola Básica Integrada de Angra. Ainda antes do final do ano lectivo, ocorrerá também na Escola Básica da Carreirinha.
O programa é composto por uma sessão direccionada a pais e professores/as e 4 sessões para os/as alunos/as, todas elas interligadas com o objectivo de promover a expressão adequada de sentimentos e pensamentos, a igualdade e o respeito mútuo entre géneros, o conhecimento básico da sexualidade humana e algumas noções de planeamento familiar, responsabilidade parental, e prevenção do abuso sexual de crianças. Este projecto tem sido desenvolvido pelos/as técnicos/as da UMAR Açores, Delegação da Terceira, com a colaboração de uma enfermeira docente na Escola Superior de Enfermagem.
É intenção da UMAR Açores continuar a desenvolver este projecto no próximo ano lectivo, de modo que as Escolas Básicas interessadas poderão entrar em contacto connosco.

Rita Silva

Publicado no Jornal Diário Insular - IGUALDADE XXI - de 28 de Maio de 2009