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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Marcha Mundial de Mulheres “Mensagem numa garrafa”


Integrada nas iniciativas realizadas pela UMAR Açores (Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres) / CIPA (Centro de Informação, Promoção e Acompanhamento de Politicas de Igualdade), no âmbito da campanha “24 Horas de Acção Feminista pelo Mundo” da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), a Delegação da Ilha Terceira divulgou uma mensagem contendo a versão resumida da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade. Neste documento, redigido pelo referido movimento internacional de mulheres, constam os princípios que regem a MMM: a liberdade, a igualdade, a justiça, a paz e a solidariedade, assim como um alerta para os direitos das mulheres e para as opressões que estas vivem pelo mundo, desde a crise económica e o impacto que esta tem nas suas vidas à violência que sobre elas é exercida. De forma simbólica, a referida mensagem foi entregue em mãos a uma velejadora de nacionalidade suíça, ancorada na marina da Praia da Vitória que irá levá-la consigo até ao seu destino, onde dará continuidade a uma cadeia, passando a outra pessoa e assim sucessivamente, de modo a manter a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade a circular pelo mundo.
Esta acção decorreu no dia 10 de Dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos.

Publicado na página Igualdade XXI no jornal Diário Insular de 19 de Dezembro de 2012.
 
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Marcha Mundial de Mulheres. Reportagem RTP Açores


Iniciativa da UMAR Açores / CIPA
no âmbito da Marcha Mundial de Mulheres
Reportagem no telejornal da RTP Açores de 10 de Dezembro de 2012
 

 
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Marcha Mundial das Mulheres “Mensagem numa garrafa”


Integrada nas iniciativas a realizar pela UMAR Açores (Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres) / CIPA (Centro de Informação, Promoção e Acompanhamento de Politicas de Igualdade), no âmbito da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), a Delegação da Ilha Terceira vai lançar ao mar seis garrafas de vidro com uma mensagem relativa a este movimento de mulheres que tem uma expressão mundial. Pretende-se, com um gesto simbólico, divulgar a missão da MMM e fazer chegar, quem sabe, a outro(s) país(es) esta mensagem. A iniciativa tem lugar no dia 10 de Dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos, entre as 12h e as 13h, em vários miradouros da Ilha. Na mensagem (escrita em português e inglês), além da referência feita à MMM e aos seus princípios, são dadas algumas indicações como o contacto da UMAR Açores e a intenção de que seja criada uma cadeia, ou seja, quem encontrar a mensagem deverá informar a Associação e lançá-la novamente de modo a que esta continue o seu percurso.  

 
 
A Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade
 
Nós, as mulheres, há muito tempo marchamos para denunciar e exigir o fim da opressão que vivemos por sermos mulheres e, para afirmar que a dominação, a exploração, o egoísmo e a busca desenfreada do lucro produzem injustiças, guerras, ocupações, violências e devem acabar.
Estamos construindo um mundo no qual a diversidade é uma virtude; tanto a individualidade como a coletividade são fontes de crescimento; onde as relações fluem sem barreiras; onde a palavra, o canto e os sonhos florescem. Esse mundo considera a pessoa humana como uma das riquezas mais preciosas. Um mundo no qual reinam a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a justiça e a paz. Este mundo nós somos capazes de criar. Constituímos mais da metade da humanidade. Damos a vida, trabalhamos, amamos, criamos, militamos, nos divertimos. Garantimos atualmente a maior parte das tarefas essenciais para a vida e a continuidade da humanidade. No entanto, nessa sociedade continuamos sendo oprimidas.
A Marcha Mundial das Mulheres, da qual fazemos parte, identifica o patriarcado como sistema de opressão das mulheres e o capitalismo como sistema de exploração de uma imensa maioria de mulheres e homens por parte de uma minoria.
Esses sistemas se reforçam mutuamente. Eles se enraízam e se conjugam com o racismo, o sexismo, a misoginia, a xenofobia, a homofobia, o colonialismo, o imperialismo, o escravismo e o trabalho forçado. Constituem a base dos fundamentalismos e integrismos que impedem às mulheres e aos homens serem livres. Geram pobreza, exclusão, violam os direitos dos seres humanos, particularmente os das mulheres, e põem a humanidade e o planeta em perigo.
 
Nós rejeitamos esse mundo!
Propomos construir outro mundo, onde a exploração, a opressão, a intolerância e as exclusões não existam mais; onde a integridade, a diversidade, os direitos e liberdades de todas e todos são RESPEITADOS.