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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Projeto Violentómetro

Numa iniciativa conjunta da UMAR Açores, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Secretaria Regional de Solidariedade Social, concluiu-se a 31 de Maio a intervenção (Fase 4) na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade em Angra do Heroísmo. Na ilha Terceira, para além da referida escola, participaram no projeto as escolas Básica Integrada da Praia da Vitória, Básica Integrada Francisco Ferreira Drummond em São Sebastião e Básica e Integrada dos Biscoitos.
Tendo em conta que nos relacionamentos abusivos, os maus-tratos tendem a aumentar de frequência e intensidade com o passar do tempo, pretende-se dotar os jovens de instrumentos (ex: Violentómetro) que ajudem a detectar comportamentos violentos logo no seu início impedindo a escalada dos mesmos.
Procurou-se assim sensibilizar a população juvenil para o fenómeno da violência e consciencializar para as diversas manifestações de comportamentos agressivos, dos mais subtis aos mais graves.
 
Cartaz exposto nas Escolas que participaram no Projeto
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 19 de Junho de 2019
 
 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Projeto Violentómetro nos Açores

Iniciativa conjunta da UMAR Açores, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Secretaria Regional de Solidariedade Social
 
 
 
O projecto “Violentómetro” é uma iniciativa da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que conta com a colaboração da UMAR para a sua implementação nos Açores.
Um dos seus principais objectivos prende-se com a sensibilização da população juvenil para os fenómenos de violência e a sua consciencialização sobre as diversas manifestações de comportamentos agressivos, dos mais subtis aos mais graves.
O violentómetro em si é um instrumento, uma régua, onde os comportamentos de violência se apresentam num contínuo dividido em três espectros, em que a gravidade das manifestações de agressividade vai aumentanto. Por exemplo, na primeira parte encontram-se comportamentos como a chantagem e a culpabilização, na segunda parte encontram-se a destruição de bens pessoais e agressões fisicas como arranhões, empurões, bofetadas, pontapés. Por último, na secção de comportamentos de maior gravidade estão as ameaças, o forçar uma relação sexual, o causar lesões no corpo ou mesmo matar.
Uma vez que nos relacionamentos abusivos, os maus-tratos tendem a aumentar de frequência e intensidade com o passar do tempo, pretende-se detectar os comportamentos violentos logo no seu início impedindo a escalada dos mesmos.
De qualquer modo, seja qual for o patamar em que a pessoa se reveja, esta é sempre aconselhada a proteger-se, a reagir e procurar ajuda, o que pode fazer junto das autoridades ou das instituições designadas para o efeito.    
A implementação do projecto dá-se em várias fases, sendo que a primeira consiste num contacto com as escolas e aferição da sua disponibilidade e interesse em colaborar com o mesmo. Este está direcionado para os alunos e alunas que tem entre 12 e 18 anos de idade. Após o consentimento informado dos respetivos encarregados de educação, os alunos participantes respondem a um questionário online, que tem por objectivo o estudo e caracterização dos fenómenos de violência na escola. Os dados daí resultantes levam à elaboração de um relatório que é posteriormente apresentado à escola. Na fase seguinte são desenvolvidas acções de sensibilização onde se trabalham com a população estudantil as questões da igualdade de género, as características da violência no namoro e violência doméstica no geral, e estratégias de prevenção. É também entregue uma régua violentómetro a cada aluno.
Por fim os participantes preenchem um questionário de avaliação qualitativa sobre a implementação do projecto e é feita também uma avaliação quantitativa. Estes procedimentos tem em vista a elaboração do relatório final que será também apresentado às escolas intervenientes.
Este projecto está a ser desenvolvido em várias ilhas dos Açores, sendo que na Terceira estão a participar: a Escola Básica Integrada da Praia da Vitória, a Escola Básica Integrada Francisco Ferreira Drummond e a Escola Básica Integrada dos Biscoitos.  Está prevista também a participação da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba e da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade.
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 22 de Janeiro de 2019