sexta-feira, 18 de outubro de 2019
Promoção de relações afectivas saudáveis
SE AS MULHERES PARAM, O MUNDO PÁRA!
quarta-feira, 27 de março de 2013
8 de Março Dia Internacional da Mulher
terça-feira, 20 de março de 2012
Dia Internacional da Mulher – 8 de Março

Por que razão continuamos a comemorar, ano após ano, o 8 de Março?
Não alcançaram já as mulheres todos os seus direitos? Não existem mulheres nas mais diversas profissões? Não são as jovens mais bem sucedidas na escola do que os rapazes?
Para entender porque razão continuamos a comemorar o dia, é necessário conhecer o contexto histórico, social e cultural europeu.
Com o surgimento da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX, as pessoas passaram a trabalhar em fábricas onde o modo de produção já não era artesanal mas sim industrial.
Nas fábricas trabalhavam homens, mulheres e crianças desde os 5/6 anos de idade. Estes operário/as tinham más condições de trabalho, um horário sobrecarregado, e eram explorado/as. As mulheres e as crianças recebiam menos pelas mesmas tarefas.
Devido ao facto de receber menos pelo mesmo trabalho, a 8 de Março de 1857, um grupo de operárias de uma fábrica de vestuário e têxteis em Nova Iorque fez uma grande greve. Estas ocuparam a fábrica para reivindicarem os seus direitos:
- Redução da carga horária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário);
- Equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho);
- Tratamento digno no local de trabalho;
Esta manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Só muito mais tarde em 1975 – Ano Internacional da Mulher, esta data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)
Nessa altura, em Portugal também se vivia uma revolução, no rescaldo do 25 de Abril de 1974. Devido a tal contexto, em 1976 foi criada a UMAR – União de Mulheres Antifascistas e Revolucionárias, por um grupo de mulheres que queriam lutar pelos seus DIREITOS. A UMAR mais tarde passou-se a chamar – União de Mulheres Alternativa e Resposta, e nos Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres.
Esta associação continua a lutar pelos direitos das Mulheres nomeadamente o direito à educação, direito ao emprego e a salário igual, direito a melhores condições de vida, direito à contracepção e à interrupção voluntária da gravidez, direito à paridade nos órgãos de decisão politica, luta contra a violência de género.
Em Portugal, actualmente todos os anos morrem às mãos dos maridos, companheiros, ex-companheiros, namorados dezenas de mulheres. Por exemplo, só no ano de 2010 morreram em Portugal 43 mulheres vítimas de violência doméstica. De facto no mundo inteiro, “A violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, acidentes de viação e até a guerra.” - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, 2002.
Em média em Portugal, as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens. Verificamos que, nas escolas a tão apregoada igualdade entre rapazes e raparigas, não é bem assim, pois a violência no namoro começa a ter visibilidade. Nos empregos, o assédio moral e sexual atinge principalmente as mulheres. As penalizações laborais em função da maternidade continuam a existir, apesar das leis o proibirem. A almejada paternidade, por parte dos homens, não é bem vista por muitas entidades patronais. Continuamos a verificar que o poder político é ainda muito cinzento, de fato e gravata. Tem pouca cor. Tem poucas mulheres. Continuamos a ver que no mundo há mulheres que são apedrejadas até à morte por terem tido um relacionamento fora do casamento. Existem milhares de jovens raparigas que são mutiladas sexualmente e que são forçadas a casamentos precoces.
Por todas estas razões assinalar o dia 8 de Março continua a ser fundamental. É necessário, denunciar as situações de discriminação que ainda hoje acontecem de forma a diminuir as desigualdades de género masculino / feminino e desta forma incentivar homens e mulheres a valorizar o papel da mulher na família, no trabalho e na sociedade em geral.
Afinal, este ainda não é bem o mundo da justiça e do equilíbrio de poderes entre mulheres e homens. E, enquanto assim for, vale a pena falar do dia internacional das mulheres. Não apenas para se lhes oferecer uma flor nesse dia, mas para lembrar que elas têm de ser tratadas com igualdade de direitos.
Psicóloga da UMAR Açores / CIPA
Delegação da Terceira
Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 20 de Março de 2012.
segunda-feira, 5 de março de 2012
8 de Março Dia Internacional da Mulher

Assessoria ao Jovem da Praia da Vitória (Direcção Regional da Juventude) através de uma parceria entre a UMAR Açores / CIPA, a Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e a Escola Básica e Secundária Tomás de Borba.
PROGRAMA
20:00 Horas
"Sucesso das mulheres atuais no nosso país e cuidados a ter a nível da saúde"
Universidade das Açores
21:00 Horas
Concerto pelas alunas do
Departamento de Ensino Artístico da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba
Patrícia Aguiar da Purificação - Canto
Piangerò la sorte mia (Chorarei a minha sorte, da Ópera “Júlio César”) ...G. F. Händel
Zueignung (Devoção) ...Richard Strauss
O malheureuse Iphigénie! (Ó infeliz Ifigénia, da Ópera “Ifigénia em Táurida”) …C. W. Gluck
Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe de Canto da Prof. Luísa Alcobia Leal
Carolina Meneses - Clarinete
Sonatina
1º Andamento ----- Malcolm Arnold
Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe do Professor Taras Poustovgar
Anastácia Poustovgar - Piano
Cláudia Sousa - Violoncelo
Concerto nº2
Allegro Moderato ----- J.Breval
Peça - estudo nº 24
opus 27 -----D. Kabalevsky
Classe do Professor
Orest Grytsiouk
Luísa Godinho – Saxofone
Gigue ----- J.M. Lecleir
Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe do Professor Taras Poustovgar
Glória Pimentel – Canto
How beautiful are the feet of Them (Messias) ----- G. F. Händel
Widmung -----R. Schumann
Porgi amor (da Opera As Bodas de Fígaro) -----W. A. Mozart
Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe da professora Ana Paula Pereira
Anastácia Poustovgar – Piano
Sonata em Fá Maior
2º e 3º andamento----- Haydn
Arabesco ----- C.Debussy
Classe do Professor
Grygoryi Grytsiouk
Coro de Câmara do Departamento do Ensino Artístico da Escola Tomás de Borba
Die Schwestern … Johannes Brahms
É cioso o castelhano – Dueto de Pepa e Camila da ópera “A vingança da cigana” Leal Moreira
Duetto buffo di due gatti ... Gioacchino Rossini
Primeiros Sopranos: Antonella Barletta, Magda
Mendes e Marta Borges
Segundos Sopranos: Andreia
Borges, Glória Pimentel e Patrícia Purificação
Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Direção : Luísa Alcobia Leal
Participe com a sua presença e ajude-nos a divulgar.
terça-feira, 29 de março de 2011
Na Terceira - Dia Internacional da Mulher
Rita Ferreira
Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011
Em São Miguel - Dia Internacional da Mulher
Joana Medeiros
Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011
No Faial - Dia Internacional da Mulher
Carla Mourão
Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011
O logótipo do Dia Internacional da Mulher
quinta-feira, 11 de março de 2010
Convívio Dia Internacional da Mulher 8 de Março
Actuação de Melissa Ficher e Paulo Machado
quinta-feira, 4 de março de 2010
8 de Março Dia Internacional da Mulher
Programa comemorativo do centenário do dia 8 de Março Dia Internacional da Mulher promovido pela UMAR Açores na ilha TerceiraPelas 21:00 na Delegação da UMAR Açores na ilha Terceira no Edifício da Recreio dos Artistas em Angra do Heroísmo
Exposição de Pintura de Phillipa Cardoso intitulada “FEMINISMS”
Actuação de Melissa Ficher (voz) e Paulo Machado (guitarra acústica) com temas alusivos à mulher.
Apresentação do Blog IGUALDADE XXI
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Dia Internacional da Mulher - 8 de Março
Inauguração da Exposição na Carmina Galeria de Arte
Concerto pelas alunas do ensino artístico da escola Basica e Secundária Tomás de Borba
O Dia Internacional da Mulher foi celebrado pela UMAR Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres, de várias formas, todas elas com o objectivo de assinalar este dia e não deixar esquecer o principal motivo que lhe dá razão de ser: a defesa pela igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres.
Em S. Miguel, no Centro Comercial SOLMAR, a Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) e a UMAR Açores, fizeram uma Conversa a8, com a participação de 8 mulheres oriundas de diferentes países e a pré-apresentação do livro digital “Viajante, tu contas”, onde o grupo de mulheres do projecto Migração, Interculturalidade e Género “Tu existes, tu contas”, contam as suas histórias e receitas típicas dos seus países de origem.
No Faial, a UMAR Açores teve uma participação especial no “Espaço Mulher”, onde foram distribuídas flores feitas pelas utentes da Casa-Abrigo, e foi passado às visitantes um questionário adaptado de auto-conceito, que está no momento a ser analisado em termos estatísticos.
Na Terceira, a UMAR Açores em parceria com a Carmina Galeria de Arte Contemporânea, organizaram uma exposição colectiva de três artistas com raízes açorianas – Cátia Guimarães, Maria Ana Simões e Phillipa Cardoso – que com pintura e escultura deram vida ao tema “Terra-Mulher”. A arte no feminino foi também celebrada num momento musical proporcionado pelas alunas do ensino artístico da E.B.S. Tomás de Borba. Para arrematar estas celebrações, decorreu uma mesa-redonda moderada pela jornalista da RTP-Açores - Marta Silva, com a participação das Directoras Regionais da Igualdade de Oportunidades – Natércia Gaspar, Solidariedade e Segurança Social – Isabel Berbereia e Educação – Fabíola Cardoso. As Directoras Regionais da Saúde – Sofia Duarte e Cultura – Gabriela Canavilhas, não puderam estar presentes. A assistência participou de forma entusiástica, colaborando para o debate da situação das mulheres no que respeita à igualdade de direitos e deveres, em várias áreas.
Também de forma a assinalar o dia, foi feita uma acção de sensibilização no Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo (E.P.A.H.) para detidos e as suas esposas/ companheiras.
Sabia que?...
No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e reivindicaram melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do local de trabalho. Esta manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. No ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (O.N.U.).
Objectivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conseguido, mas ainda temos um longo caminho a percorrer na conquista da igualdade.
Rita Silva
Publicado no Jornal Diário Insular - IGUALDADE XXI - de 18 de Abril de 2009


