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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Promoção de relações afectivas saudáveis

No âmbito do Dia Internacional da Mulher

A convite do Centro Comunitário da Terra Chã – Equipa de Rua e de Apoio a Crianças e Jovens, realizou-se no passado dia 8 de Março - Dia Internacional da Mulher uma acção de sensibilização com o objectivo de promover relações afectivas saudáveis junto dos utentes daquela valência.
Esta actividade foi dinamizada pela equipa técnica da UMAR Açores na ilha Terceira e contou com a colaboração de uma técnica estagiária da Confederação Operária Terceirense.
 
Centro Comunitário da Terra Chã – 8 de Março
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 30 de Abril de 2019

SE AS MULHERES PARAM, O MUNDO PÁRA!


A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta apela à mobilização para a Greve Feminista Internacional do 8 de março, realçando o caráter simbólico desta greve.

Nós mulheres temos mil e uma razões para reclamar direitos e para lutar pela nossa liberdade e autonomia.

Tanto no passado como no presente, as mulheres foram e são as mais fustigadas pelos diversos sistemas de opressão e exploração. Por isso, denunciamos discriminações e diferentes formas de violência a que nos sujeitam, mostrando a força que nós, mulheres, podemos e devemos ter nas sociedades.

No dia 8 de março, ao quebrar as rotinas de todos os dias nas muitas e muitas tarefas que usualmente fazemos, quando saímos do trabalho, alterando quotidianos que nos são impostos socialmente e que limitam os nossos percursos de vida, desde a nossa idade mais precoce, é uma forma de dizer “Basta!” e de estarmos solidárias com as mulheres do mundo inteiro.

Esta e outras paragens simbólicas por parte das mulheres que se podem fazer nos locais do trabalho têm um grande significado, pois possibilitam demonstrar que estamos unidas na luta contra as desigualdades e discriminação de género que nos oprimem.

QUEREMOS viver sem violência e acabar com os assassinatos de mulheres - femícidios

QUEREMOS ter uma Justiça não sexista e misógina que pare de atuar constantemente em defesa e desculpabilização dos agressores e na culpabilização das mulheres.

QUEREMOS uma verdadeira igualdade salarial, ter condições de acesso a trabalho não precário, sem discriminações, sem assédio sexual e moral; exigimos o cumprimento do direito de igualdade das pessoas trans no acesso ao emprego e ao trabalho, tal como decretado na lei nº28/2015.

EXIGIMOS o direito a um projeto de vida digno e autónomo onde a gravidez ou o cuidado com descendentes e ascendentes não sejam argumentos escondidos para despedimento ou discriminação.

EXIGIMOS respostas públicas para o incremento de serviços e redes de apoio, tais como creches, lares, cantinas e apoio domiciliário. Por ano, em média, cada mulher perfaz 16 semanas e 40 h de trabalho gratuito, que nem sequer nos é reconhecido nesta sociedade onde se mantém a divisão sexual do trabalho.

RECLAMAMOS espaços livres de assédio quer seja no trabalho, no espaço público ou dentro das nossas próprias casas. O lugar da mulher é onde ela quiser!

QUEREMOS uma educação pública e gratuita não reprodutora de estereótipos e papéis de género, com currículos pedagógicos que visibilizem a História e as Lutas das Mulheres.

EXIGIMOS Instituições do Ensino Superior em que não sejam legitimadas praxes académicas humilhantes, que reproduzem uma cultura heteronormativa e misógina, encorajando a violência sexual, o racismo, o classismo e a LGBTQIA+fobia. Queremos uma Academia em que todas (alunas, professoras e funcionárias) possamos ter as nossas identidades e orientações sexuais livres de assédio e machismo.

REIVINDICAMOS direitos para todas as mulheres: imigrantes, refugiadas, presas, mulheres de todas as etnias e nacionalidades, mulheres de todas as idades e com diferentes corpos, mulheres com diferentes orientações sexuais e identidades de género, mulheres que prestam serviços sexuais, mulheres com diferentes capacidades.

QUEREMOS ter leis da habitação que concedam a todas as mulheres o direito fundamental de acesso a um local adequado para viver dignamente. Exigimos políticas que protejam arrendatárias e residentes de ameaças de ordens de despejo, que tantas vezes resultam em tristes cenários de mulheres, crianças e idoso/as na rua sem alternativa de uma habitação digna.

QUEREMOS igual acesso aos cuidados de saúde e bem-estar.

EMPENHAMO-NOS na construção de uma sociedade mais consciente e informada, menos consumista, baseada numa cultura da imagem, pressionada socialmente pelos media e indústrias culturais, promotoras da hipersexualização dos corpos das mulheres e de um ideal de beleza-padrão irreal.

LUTAMOS por um mundo no qual a preservação do Planeta e a sustentabilidade ambiental sejam priorizadas, em detrimento da sobre exploração dos recursos naturais e da poluição ambiental levada a cabo por grandes corporações transnacionais, de forma a evitar que os efeitos alterações climáticas e da destruição dos ecossistemas destruam a nossa qualidade de vida, desde já tão precária. As mulheres que dependem directamente dos recursos naturais como as indígenas, as camponesas e as pescadoras de certas regiões do mundo, são as mais afectadas pela destruição ambiental.

QUEREMOS um mundo sem guerras, sejam elas militares, económicas, territoriais ou religiosas. Insurgimo-nos contra os conflitos armados, nos quais mulheres e crianças são tantas vezes utilizadas como armas de guerra. Solidarizamo-nos com os povos ocupados militarmente, oprimidos e massacrados e com aqueles que resistem. Contra o extermínio social e cultural dos povos indígenas!

Não queremos ser mulheres que subjugam e exploram outras mulheres. Recusamo-nos a reproduzir as desigualdades raciais, de género e de classe que nos acorrentam a todas.

Insurgimo-nos contra a ascensão ao poder de políticos e governos de direita e ultraconservadores em cada vez mais países do mundo. Na Europa os perigos para um grande recuo nos direitos das mulheres já se fazem sentir com o crescimento e subida ao poder de partidos fascizantes.

O dia 8 de março também é, por isso, um dia de protesto contra os populismos, os movimentos neo-fascistas e as tendências reaccionárias que assolam a Europa e todo o mundo.
 
CONTAMOS CONTIGO, no dia 8 de março, para te juntares a outras mulheres, numa maré feminista de protesto por todo o país.


Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 8 de Março de 2019
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

8 de Março Dia Internacional da Mulher

Sessão de esclarecimento na casa sindical
União de Sindicatos de Angra do Heroísmo - 8 de Março de 2013
 
No âmbito do plano de actividades da UMAR Açores / CIPA – Delegação da Ilha Terceira para o ano de 2013 e em parceria com a União de Sindicatos de Angra do Heroísmo foi assinalado o Dia Internacional da Mulher. A iniciativa realizada consistiu numa sessão sobre igualdade de género e de oportunidades entre mulheres e homens, dirigida a delegados/as sindicais e público em geral e dinamizada pela jurista da associação, Dr.ª Xénia Leonardo. 

Esta data foi também tema da segunda noite de “Salgada Cultura” de Março, iniciativa da Oficina d’Angra – Casa do Sal, para a qual a Delegação foi também convidada. Participou a Dr.ª Sara Sarroeira, membro da direcção da Associação, que abordou a história do feminismo e da luta pelos direitos das mulheres em Portugal, assim como o trabalho desenvolvido pela UMAR Açores.  

Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 26 de Março de 2013
 
 

terça-feira, 20 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher – 8 de Março


Por que razão continuamos a comemorar, ano após ano, o 8 de Março?

Não alcançaram já as mulheres todos os seus direitos? Não existem mulheres nas mais diversas profissões? Não são as jovens mais bem sucedidas na escola do que os rapazes?

Para entender porque razão continuamos a comemorar o dia, é necessário conhecer o contexto histórico, social e cultural europeu.

Com o surgimento da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX, as pessoas passaram a trabalhar em fábricas onde o modo de produção já não era artesanal mas sim industrial.

Nas fábricas trabalhavam homens, mulheres e crianças desde os 5/6 anos de idade. Estes operário/as tinham más condições de trabalho, um horário sobrecarregado, e eram explorado/as. As mulheres e as crianças recebiam menos pelas mesmas tarefas.

Devido ao facto de receber menos pelo mesmo trabalho, a 8 de Março de 1857, um grupo de operárias de uma fábrica de vestuário e têxteis em Nova Iorque fez uma grande greve. Estas ocuparam a fábrica para reivindicarem os seus direitos:


- Redução da carga horária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário);

- Equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho);

- Tratamento digno no local de trabalho;


Esta manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Só muito mais tarde em 1975 – Ano Internacional da Mulher, esta data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)

Nessa altura, em Portugal também se vivia uma revolução, no rescaldo do 25 de Abril de 1974. Devido a tal contexto, em 1976 foi criada a UMAR – União de Mulheres Antifascistas e Revolucionárias, por um grupo de mulheres que queriam lutar pelos seus DIREITOS. A UMAR mais tarde passou-se a chamar – União de Mulheres Alternativa e Resposta, e nos Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres.

Esta associação continua a lutar pelos direitos das Mulheres nomeadamente o direito à educação, direito ao emprego e a salário igual, direito a melhores condições de vida, direito à contracepção e à interrupção voluntária da gravidez, direito à paridade nos órgãos de decisão politica, luta contra a violência de género.

Em Portugal, actualmente todos os anos morrem às mãos dos maridos, companheiros, ex-companheiros, namorados dezenas de mulheres. Por exemplo, só no ano de 2010 morreram em Portugal 43 mulheres vítimas de violência doméstica. De facto no mundo inteiro, “A violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, acidentes de viação e até a guerra.” - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, 2002.

Em média em Portugal, as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens. Verificamos que, nas escolas a tão apregoada igualdade entre rapazes e raparigas, não é bem assim, pois a violência no namoro começa a ter visibilidade. Nos empregos, o assédio moral e sexual atinge principalmente as mulheres. As penalizações laborais em função da maternidade continuam a existir, apesar das leis o proibirem. A almejada paternidade, por parte dos homens, não é bem vista por muitas entidades patronais. Continuamos a verificar que o poder político é ainda muito cinzento, de fato e gravata. Tem pouca cor. Tem poucas mulheres. Continuamos a ver que no mundo há mulheres que são apedrejadas até à morte por terem tido um relacionamento fora do casamento. Existem milhares de jovens raparigas que são mutiladas sexualmente e que são forçadas a casamentos precoces.

Por todas estas razões assinalar o dia 8 de Março continua a ser fundamental. É necessário, denunciar as situações de discriminação que ainda hoje acontecem de forma a diminuir as desigualdades de género masculino / feminino e desta forma incentivar homens e mulheres a valorizar o papel da mulher na família, no trabalho e na sociedade em geral.

Afinal, este ainda não é bem o mundo da justiça e do equilíbrio de poderes entre mulheres e homens. E, enquanto assim for, vale a pena falar do dia internacional das mulheres. Não apenas para se lhes oferecer uma flor nesse dia, mas para lembrar que elas têm de ser tratadas com igualdade de direitos.


Mariana Ornelas
Psicóloga da UMAR Açores / CIPA
Delegação da Terceira

Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 20 de Março de 2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

8 de Março Dia Internacional da Mulher


No próximo dia 8 de Março (5ª feira) assinala-se o
Dia Internacional da Mulher
A iniciativa, a realizar na Academia da Juventude e das Artes da Praia da Vitória a parir das 20 Horas, é aberta ao público em geral e está integrada no âmbito das actividades do Gabinete de
Assessoria ao Jovem da Praia da Vitória (Direcção Regional da Juventude) através de uma parceria entre a UMAR Açores / CIPA, a Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e a Escola Básica e Secundária Tomás de Borba.

PROGRAMA

20:00 Horas
"Sucesso das mulheres atuais no nosso país e cuidados a ter a nível da saúde"
Enfermeira Rosa Godinho Andrade
Universidade das Açores
Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

21:00 Horas
Concerto pelas alunas do
Departamento de Ensino Artístico da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba

Patrícia Aguiar da Purificação - Canto
Piangerò la sorte mia (Chorarei a minha sorte, da Ópera “Júlio César”) ...G. F. Händel
Zueignung (Devoção) ...Richard Strauss
O malheureuse Iphigénie! (Ó infeliz Ifigénia, da Ópera “Ifigénia em Táurida”) …C. W. Gluck

Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe de Canto da Prof. Luísa Alcobia Leal

Carolina Meneses - Clarinete
Sonatina
1º Andamento ----- Malcolm Arnold


Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe do Professor Taras Poustovgar


Anastácia Poustovgar - Piano
Cláudia Sousa - Violoncelo

Concerto nº2
Allegro Moderato ----- J.Breval

Peça - estudo nº 24
opus 27 -----D. Kabalevsky

Classe do Professor
Orest Grytsiouk


Luísa Godinho – Saxofone

Gigue ----- J.M. Lecleir

Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe do Professor Taras Poustovgar


Glória Pimentel – Canto

How beautiful are the feet of Them (Messias) ----- G. F. Händel
Widmung -----R. Schumann
Porgi amor (da Opera As Bodas de Fígaro) -----W. A. Mozart

Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Classe da professora Ana Paula Pereira


Anastácia Poustovgar – Piano

Sonata em Fá Maior

2º e 3º andamento----- Haydn

Arabesco ----- C.Debussy

Classe do Professor
Grygoryi Grytsiouk

Coro de Câmara do Departamento do Ensino Artístico da Escola Tomás de Borba

Die Schwestern … Johannes Brahms
É cioso o castelhano – Dueto de Pepa e Camila da ópera “A vingança da cigana” Leal Moreira
Duetto buffo di due gatti ... Gioacchino Rossini

Primeiros Sopranos: Antonella Barletta, Magda
Mendes e Marta Borges
Segundos Sopranos: Andreia
Borges, Glória Pimentel e Patrícia Purificação

Pianista acompanhadora: professora Antonella Barletta
Direção : Luísa Alcobia Leal

Participe com a sua presença e ajude-nos a divulgar.

terça-feira, 29 de março de 2011

Na Terceira - Dia Internacional da Mulher


O que tem em comum a Cinderela, a Bela Adormecida e a Branca de Neve? São princesas que anseiam pela vinda dos príncipes encantados que, montados em cavalos brancos, irão travar inúmeras batalhas, salvá-las de bruxas malvadas e no fim casar com elas e serem felizes para sempre… Diferentes destas são “A princesa espertalhona” e “A princesa que queria ser rei”, mulheres que não se sujeitando à condição feminina, mostraram que são activas, desenrascadas, corajosas e capazes de encontrar a felicidade por si mesmas. Estas duas histórias da autoria de Babette Cole e Sara Monteiro, respectivamente, foram dinamizadas de forma muito interessante por Paulo Freitas no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, realizadas na Ilha Terceira. Uma forma de despertar as crianças para as questões da igualdade de género. Esta iniciativa teve lugar na Casa do Povo de S. Mateus com a colaboração da AMPA IT, Associação de Mulheres de Pescadores e Armadores da Ilha Terceira, e com a participação da Escola Básica de S. Mateus. Além da hora do conto, direccionada para as crianças, mas igualmente apreciada pelos/as adultos/as presentes, neste espaço havia também uma exposição com artesanato e artefactos das mulheres da pesca. No final houve convívio, com um lanchinho para miúdos/as e graúdos/as!

Rita Ferreira

Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011

Em São Miguel - Dia Internacional da Mulher

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, a UMAR-Açores em conjunto com a DRIO, e parcerias como a Ilhas em Rede, AMPA, Descalças Cooperativa Cultural, entre outras, realizou actividades em diferentes ilhas. Em São Miguel as actividades realizaram-se no Centro Cívico e Cultural de Sta. Clara, no dia 3 de Março decorreu a abertura da exposição de fotografias “Mulheres semeando um outro Mar” e a apresentação do documentário “ComPassos de Mudança” resultado do Teatro d@ Oprimid@ realizado pelas mulheres da pesca dos Açores na Ribeira Quente. Durante a abertura da exposição decorreram momentos de poesia, acerca das mulheres e o mar, e momentos de música. Entre os dias 3 e 18 de Março, foram feitas visitas guiadas à exposição com grupos escolares em que se realizaram diferentes dinâmicas utilizando a fotografia e o lúdico como agentes de discussão e transformação da realidade. No dia 18 de Março deu-se o encerramento das celebrações do Dia Internacional da Mulher, com a palestra “O Género, Igualdades e Desigualdades”, e seguiu-se o fórum “O Género e a Profissão” em que estiveram presentes mulheres com profissões pouco habituais, nomeadamente, duas faroleiras, uma pescadora, e três empresárias, agro-turismo, “S.O.S. Casa e Jardim”, e café “Tecelagem”. Foram testemunhos muito ricos que sensibilizaram, todos/as os/as presentes. As celebrações do Dia Internacional da Mulher encerraram com um momento de poesia fundamentado no poema “Calçada de Carriche” de António Gedeão. Estas actividades tiveram como finalidade a valorização das mulheres na pesca, e também a partilha de experiências e vivências de mulheres da sociedade em geral, salientado deste modo, a importância da igualdade de género e de oportunidades em todos os sectores da vida.

Joana Medeiros

Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011

No Faial - Dia Internacional da Mulher

A UMAR Açores em parceria com a DRIO, e conjuntamente com as parceiras Ilhas em Rede, Descalças AMPA, para sinalizar as comemorações do dia Internacional desenvolveram um conjunto de acções nos dias 11 e 12 de Março de 2011. No dia 11 no Centro do Mar, as mulheres que trabalham na pesca, em terra ou no mar, expuseram vários trabalhos, artesanatos manufacturados pelas mulheres das comunidades piscatórias, diversos tipos de pesca, como o caso das gamelas e covos. Ainda neste dia realizou-se um fórum intitulado “O Género e a Profissão” em que mulheres de várias profissões deram o seu testemunho, sobre o seu percurso, objectivos, sucessos e dificuldades. Para além disso, duas turmas da Escola Profissional da Horta visitaram a feira/exposição. Para culminar este dia de comemorações, exibiu-se no Teatro Faialense o filme “Precious”, que retrata a vida de uma jovem, que apesar de todas as adversidades consegue ter esperança numa vida melhor. Esta história representa a vida de muitas jovens e mulheres na actualidade. No sábado, dia 12 de Março a exposição manteve-se aberta a toda a comunidade, seguindo-se a apresentação/representação do Teatro Fórum sobre a temática da mulher na pesca, e posteriormente um documentário realizado na Ribeira Quente em S. Miguel sobre as várias etapas do Teatro d@ Oprimid@. A comunidade faialense aderiu bastante bem a todas as iniciativa, mostrando interesse e participação activo sobretudo no Teatro do Oprimido.

Carla Mourão

Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011

O logótipo do Dia Internacional da Mulher

“Muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa…"

(Carlos Tê/ Rui Veloso)


O logótipo do Dia Internacional da Mulher representava os cromossomas XX, única característica que distingue o genótipo feminino e o masculino (XY). Faz-nos pensar, pois ao mesmo tempo que existem diferenças físicas e biológicas evidentes, que não podem ser negadas, o homem e a mulher tem uma base comum – são humanos. Como tal tem sentimentos, desejos, pensamentos, motivações… Devem ser igualmente respeitados e valorizados, e nisso consiste a igualdade de género. É importante que esta se torne uma meta comum para mulheres e homens se queremos que o mundo se torne um sítio mais justo e equilibrado.


Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Março de 2011

quinta-feira, 11 de março de 2010

Convívio Dia Internacional da Mulher 8 de Março

No passado dia 8 de Março a Delegação da UMAR Açores na Ilha Terceira celebrou o centenário do Dia Internacional da Mulher com um convívio para associadas e público em geral. Responderam ao convite cerca de meia centena de pessoas que aproveitaram para visitar a exposição de pintura de Phillipa Cardoso intitulada “Feminisms”, bem como assistir à actuação musical de Melissa Ficher (voz) e Paulo Machado (guitarra acústica) e ainda uma “surpresa” com a participação de Maria Matilde Fernandes.


As nossas Associadas

Actuação de Melissa Ficher e Paulo Machado

Actuação de Melissa Ficher e Paulo Machado

Participação (improvisada) de Maria Matilde Fernandes

Apresentação da iniciativa

O convívio...

Fica desde já um agradecimento muito especial à Phillipa Cardoso, à Melissa Ficher e ao Paulo Machado pela disponibilidade demonstrada. Obrigado e bem hajam…

quinta-feira, 4 de março de 2010

8 de Março Dia Internacional da Mulher

Programa comemorativo do centenário do dia 8 de Março Dia Internacional da Mulher promovido pela UMAR Açores na ilha Terceira

Pelas 21:00 na Delegação da UMAR Açores na ilha Terceira no Edifício da Recreio dos Artistas em Angra do Heroísmo

Exposição de Pintura de Phillipa Cardoso intitulada “FEMINISMS”

Actuação de Melissa Ficher (voz) e Paulo Machado (guitarra acústica) com temas alusivos à mulher.

Apresentação do Blog IGUALDADE XXI

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

Inauguração da Exposição na Carmina Galeria de Arte

Concerto pelas alunas do ensino artístico da escola Basica e Secundária Tomás de Borba

Mesa redonda / debate


O Dia Internacional da Mulher foi celebrado pela UMAR Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres, de várias formas, todas elas com o objectivo de assinalar este dia e não deixar esquecer o principal motivo que lhe dá razão de ser: a defesa pela igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres.
Em S. Miguel, no Centro Comercial SOLMAR, a Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) e a UMAR Açores, fizeram uma Conversa a8, com a participação de 8 mulheres oriundas de diferentes países e a pré-apresentação do livro digital “Viajante, tu contas”, onde o grupo de mulheres do projecto Migração, Interculturalidade e Género “Tu existes, tu contas”, contam as suas histórias e receitas típicas dos seus países de origem.
No Faial, a UMAR Açores teve uma participação especial no “Espaço Mulher”, onde foram distribuídas flores feitas pelas utentes da Casa-Abrigo, e foi passado às visitantes um questionário adaptado de auto-conceito, que está no momento a ser analisado em termos estatísticos.
Na Terceira, a UMAR Açores em parceria com a Carmina Galeria de Arte Contemporânea, organizaram uma exposição colectiva de três artistas com raízes açorianas – Cátia Guimarães, Maria Ana Simões e Phillipa Cardoso – que com pintura e escultura deram vida ao tema “Terra-Mulher”. A arte no feminino foi também celebrada num momento musical proporcionado pelas alunas do ensino artístico da E.B.S. Tomás de Borba. Para arrematar estas celebrações, decorreu uma mesa-redonda moderada pela jornalista da RTP-Açores - Marta Silva, com a participação das Directoras Regionais da Igualdade de Oportunidades – Natércia Gaspar, Solidariedade e Segurança Social – Isabel Berbereia e Educação – Fabíola Cardoso. As Directoras Regionais da Saúde – Sofia Duarte e Cultura – Gabriela Canavilhas, não puderam estar presentes. A assistência participou de forma entusiástica, colaborando para o debate da situação das mulheres no que respeita à igualdade de direitos e deveres, em várias áreas.
Também de forma a assinalar o dia, foi feita uma acção de sensibilização no Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo (E.P.A.H.) para detidos e as suas esposas/ companheiras.

Sabia que?...
No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e reivindicaram melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do local de trabalho. Esta manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. No ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (O.N.U.).

Objectivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conseguido, mas ainda temos um longo caminho a percorrer na conquista da igualdade.

Rita Silva

Publicado no Jornal Diário Insular - IGUALDADE XXI - de 18 de Abril de 2009