sexta-feira, 20 de março de 2015

Automobilismo no Feminino

UMAR Açores assinala Dia Internacional da Mulher através do Rali Sprint da Praia da Vitória
 
Enquanto parceira da OEC Motorclube, a UMAR Açores assinalou o 8 de Março - Dia Internacional da Mulher na ilha Terceira através do Rali Sprint da Praia da Vitória, prova destinada a pilotos mulheres. Esta iniciativa, inédita a nível mundial, juntou numa única prova duas competições, uma nacional (Ladies Rally Trophy Portugal 2015) e outra regional com a designação de Ladies Rally Trophy - By Clubauto - Açores 2015. Com esta parceria a associação pretendeu valorizar a presença feminina no desporto automóvel.

Entrega de troféus do Rally Sprint da Praia da Vitória
 
Isabel Ramos e Rubina Gonçalves, primeiras classificadas à geral
 
Lígia Albuquerque e Vânia Paim, segundas classificadas à geral
 
Daniela Rodrigues e Laura Natividade, terceiras classificadas à geral
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 20 de Março de 2015
 


sexta-feira, 13 de março de 2015

UMAR Açores e E.B.I.A.H. assinalam Dia de S. Valentim

Prevenção da Violência no Namoro
 


 
Conforme o plano de actividades da Delegação da Ilha Terceira para este ano foi desenvolvida uma acção de sensibilização sobre a violência no namoro, no passado dia 13 de Fevereiro, véspera do “Dia dos Namorados”. Esta iniciativa decorreu em parceria com a Equipa de Saúde Escolar da Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo (E.B.I.A.H.). Foram distribuídos panfletos informativos sobre esta problemática e recursos de apoio, assim como corações autocolantes com mensagens alusivas ao tema, pela comunidade escolar (alunos/as, professores/as e auxiliares). Os alunos eram também convidados a deixar uma mensagem sobre o que acham que deve ser (e não ser) uma relação amorosa. Posteriormente realizou-se a projecção e debate de um pequeno filme / documentário com testemunhos reais de jovens vítimas de violência no namoro. Com as turmas que assistiram ao filme debateram-se questões como a necessidade de respeitar o outro e a sua privacidade, os efeitos negativos do ciúme e do controlo, a importância da confiança e da aceitação da outra pessoa tal como é. No final ficou o apelo: caso conheçam alguém que esteja a passar por uma situação destas, aconselhem a procurar ajuda, quer seja vítima, quer seja agressor/a!

 
O amor é:
- “Sentir que podemos ser nós próprios. Estarmos livres mas sempre juntos. Amor é sentirmo-nos bem.”
- “O amor é felicidade e respeito mútuo.”
- “O amor é entrega, confiança, cumplicidade, etc.”
- “O amor é saber cuidar. É respeitar, confiar, bem tratar.”
- “Amor é dar carinho, tratar bem as pessoas.”
- “O amor baseia-se numa amizade”.
- “O amor é dizer que sim/ o amor é dizer que não/ o amor é saber dizer/ aquilo que vai no coração.”
- “O amor é não DESISTIR sem TENTAR!”
O amor não é:
- “Amor não é sofrer… Amor não é chorar! Amor não é controlo.”
- “O amor não é dor.”
- “O amor não é violência.”
- “O amor não é violento, agressivo, é um ato de carinho, confiança e entrega. Não sejas violento para as pessoas que mais amas nesta vida.”
- “Para mim amor não é faltar ao respeito a quem amamos.”
- “Falta de liberdade, de respeito.” 
Frases dos/as alunos/as da E.B.I.A.H.
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 11 de Março de 2015

 

TESTEMUNHO

 
Olá a todas as mulheres, em nome dos meus filhos e em meu nome quero chamar a atenção a todas as que estão a sofrer e a viver violência doméstica, por favor não se calem, denunciem! Fui vítima de violência doméstica, com vergonha calei-me durante 10 anos. Graças aos meus filhos e graças a Deus sobrevivi para contar um pouco da minha história. Tive o apoio dos meus filhos, deram-me coragem para denunciar. Fui espancada de várias maneiras: foi na cara, fiquei com o olho negro, fui afogada, levei com o andarilho do meu neto, fiquei com o braço esquerdo negro… Graças a Deus sobrevivi e com vergonha a gente cala-se porque ainda somos culpabilizadas por isso. Uma chamada de atenção também às mulheres que nunca passaram por isso, por favor respeitem, porque deixa muitas marcas e revolta para sempre.
 
Utente da UMAR Açores
 

Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 11 de Março de 2015
 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Rali Sprint da Praia da Vitória - 8 de Março


Rali Sprint da Praia da Vitória
assinala o Dia Internacional da Mulher - 8 de Março
com o apoio da UMAR Açores
 

  

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

UMAR Açores parceira do OEC Motorclube para assinalar o Dia da Mulher


 
No âmbito do plano de actividades da UMAR Açores / Cipa para o ano de 2015, e como forma de assinalar o Dia Internacional da Mulher, esta associação celebrou um acordo com o OEC Motorclube que a vincula como entidade parceira na primeira prova do Ladies Rally Trophy Portugal 2015, o Rali Sprint da Praia da Vitória que se realizará precisamente a 8 de Março.
 
Esta iniciativa é inédita e junta numa única prova duas competições, uma nacional e outra regional com a designação de Ladies Rally Trophy - By Clubauto - Açores 2015. Com esta parceria a UMAR Açores pretende valorizar a presença feminina no desporto automóvel. A competição terá como madrinha a vice-campeã nacional de ralis, Inês Ponte, navegadora do piloto José Pedro Fontes.
 
Para além da OEC Motorclube, são parceiros na organização do Ladies Rally Trophy Portugal 2015 o Vouga Sport Clube, a Escuderia Castelo Branco e o Targa Clube.
 
O calendário do Ladies Rally Trophy Portugal 2015 leva posteriormente as equipas até Guimarães e a Castelo Branco para a disputa das provas do Campeonato de Portugal de Ralis organizadas pelo Targa Clube e pela Escuderia de Castelo Branco. A quarta prova está ainda por definir mas poderá ter centro nevrálgico em Sever do Vouga, sendo da responsabilidade do Vouga Sport Clube. Na Ilha Terceira, a competição local fará ainda correr outras três provas.
 
 Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Janeiro de 2015
 

398 Mulheres mortas em 10 anos vítimas de violência doméstica

Revela o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR

Imagem de Amnesty International
 
Em Portugal, na última década, faleceram 398 mulheres vítimas de agressões em contexto de violência doméstica. De acordo com o último relatório do Observatório de Mulheres Assassinadas da União Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), até ao final de Novembro de 2014 tinham morrido 40 mulheres.
Já em Dezembro, registaram-se mais duas mortes do sexo feminino, fazendo o número de vítimas subir para 42, quando em 2013 tinham falecido 37. Ao longo da última década, 2008 sobressai, pois foi o ano em que o número de mortes subiu para 46.
No ano passado, morreram quatro mulheres por mês, em média. Em 52 por cento dos casos, o agressor foi o marido, o companheiro ou o namorado da vítima, enquanto que em 30 por cento das situações a mulher foi vítima de agressões fatais após a separação.
Os agressores preferiram, em primeiro lugar, o uso de armas brancas e, em segundo, as armas de fogo. Nas restantes ocorrências, os femicídas escolheram o afogamento, a asfixia, o estrangulamento, o espancamento e o fogo, revelou a UMAR.
Os ciúmes e o facto de o agressor não aceitar a separação são os principais motivos citados pelo observatório. A maioria das vítimas mortais tinha entre 36 e 50 anos. O distrito de Setúbal foi onde se registou o maior número de homicídios, com sete mulheres mortas neste contexto, seguido de Lisboa (5) e do Porto (4). O local mais escolhido para cometer este crime, em 2014, foi a habitação do casal, seguindo-se a via pública e o local de trabalho.
“Em 19 por cento [dos casos] corria processo-crime por violência doméstica, a que acrescem 3 por cento de situações reportadas em cujo processo havia já merecido decisão judicial relativamente aos factos praticados no contexto do crime de violência doméstica”, indica o relatório.
Segundo o observatório, “em 8 por cento das situações reportadas, embora a situação de violência doméstica fosse conhecida, não existia denúncia e a vítima nunca quis denunciar”.
De acordo com os dados facultados pela Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, nas prisões portuguesas encontram-se 492 agressores, 373 dos quais cumprem prisão efectiva condenados por violência doméstica, 84 aguardam julgamento em prisão preventiva e 35, considerados inimputáveis, estão privados da sua liberdade.
 
Publicado na página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 29 de Janeiro de 2015