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terça-feira, 26 de novembro de 2013

XII Noite de Igualdade Homens contra a violência sobre as Mulheres

XII Noite de Igualdade na Oficina d´Angra - Casa do Sal
 
XII Noite de Igualdade na Oficina d´Angra - Casa do Sal
 
Com o objectivo de assinalar o dia 25 de Novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, realizou-se no passado dia 22 de Novembro no espaço da associação cultural Oficina d´Angra Casa do Sal a XII Noite de Igualdade intitulada “Homens contra a violência sobre as Mulheres”.
Esta iniciativa, organizada pela UMAR Açores / CIPA e integrada nos 16 Dias de Activismo Contra a Violência de Género, teve o apoio da Oficina d´Angra Associação Cultural.
Participaram como oradores o Enf.º Eduardo Azevedo (docente na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e especialista em enfermagem e saúde mental e psiquiátrica), o Dr. Luís Carvalho (Juiz de Círculo do Tribunal Judicial de Angra do Heroísmo), o Dr. Nelson Lourenço (Licenciado em Filosofia e docente na Escola Básica e Integrada Francisco Ornelas da Câmara) e o Dr. Nuno Machado (licenciado em Psicologia).
Através de uma conversa informal, abordaram-se diversas questões relacionadas com a temática, desde a violência no namoro, passando pelo contributo das escolas para a erradicação da violência, bem como pela dificuldade que existe na produção de prova quando a vítima de violência doméstica opta por não prestar depoimento em audiência de julgamento. Concluiu-se que esta opção, resulta do controlo e poder que os agressores exercem sobre as vítimas, seus familiares e amigo/as.
Para além dos oradores também o público presente colocou algumas questões que enriqueceram o debate, sugerindo boas práticas com o objectivo de promover a erradicação de todas as formas de violência sobre as Mulheres.
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no jornal Diário Insular de 26 de Novembro de 2013.
 


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Testemunhar – Uma Responsabilidade

 
Muitas pessoas entendem, que podem recusar o seu testemunho legitimamente. No entanto, testemunhar é um dever e não uma opção. Ninguém pode recusar-se a testemunhar, quanto mais não seja por uma questão ética. As pessoas muitas vezes esquecem-se que vivem em sociedade e que todos nós temos deveres e não apenas direitos. A recusa em testemunhar pode colocar em causa uma decisão de direito, prejudicando ou beneficiando os intervenientes numa ação judicial.

No caso típico e demasiado frequente dos acidentes de viação, se as pessoas que assistiram a todo o sucedido optarem por ignorar a situação, argumentando quando confrontadas com os fatos que nada viram, estarão a inviabilizar que se faça uma correta avaliação da situação e em última instância, que se faça justiça.

Também em situações muito mais graves, nomeadamente de violência doméstica e até mesmo de pedofilia, não podem os conhecedores de todas estas situações, alearem-se da sua responsabilidade.

Todos estes comportamentos, além de não serem legítimos são imorais! Não se pode ignorar, fechar os olhos ou virar a cara aos problemas, que os nossos semelhantes estão a enfrentar e recusar colaboração com a justiça.

Somos todos seres humanos, que vivem em sociedade e colaboram no processo diário, que é a vida e as vicissitudes desta.

Por isso, quando o vosso vizinho, o vosso amigo ou até mesmo um desconhecido, lhes pedir que testemunhe, aceite a responsabilidade. A sua intervenção na resolução de um litígio pode ser determinante para o resultado a atingir. Mesmo nos casos em que o seu testemunho seja meramente abonatório.

O dever de testemunhar está previsto no artigo 131º  do Código de Processo Penal e os artigos seguintes, estipulam os direitos e deveres das testemunhas.

A responsabilidade de um testemunho verdadeiro é fundamental para uma decisão judicial esclarecida. Razão pela qual prestar falso testemunho é crime, punível com pena de multa ou pena de prisão.

É exigível aos membros de uma sociedade civilizada, que assumam as suas responsabilidades, colaborando com a justiça, de forma isenta e verdadeira, permitindo assim, que se obtenham decisões judiciais esclarecidas e justas.

Xénia Leonardo – Jurista da UMAR Açores


Publicado na Página IGUALDADE XXI no jornal Diário Insular de 26 de Outubro de 2013.
 
 
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

“Ontem? Hoje? E sempre?” Desigualdade entre géneros

XI Noite de Igualdade
 
Actuação do enredo da terceira idade de São Bartolomeu
“Uns reformam-se outros não”.
 
No âmbito do projecto Igualdade Activa – Contra a violência doméstica, realizou-se no passado dia 24 de Abril a XI Noite de Igualdade intitulada “Ontem? Hoje? E sempre?” Desigualdade entre géneros. Esta iniciativa, que contou com o apoio do Casa do Povo de São Bartolomeu, teve como dinamizadoras a psicóloga Rita Ferreira e a educadora social estagiária Lisete Medeiros.
A noite culminou com a actuação do enredo da terceira idade de São Bartolomeu “Uns reformam-se outros não”, cujo o texto aborda as desigualdades de género.
Através da representação e de uma conversa informal, pretendeu-se sensibilizar para a eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres.
 
XI Noite de Igualdade - Casa do Povo de São Bartolomeu
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no jornal Diário Insular de 7 de Maio de 2013
 
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Volta à Ilha Terceira contra a violência doméstica

Divulgação dos serviços da UMAR Açores na Ilha Terceira


No âmbito do plano de actividade da UMAR Açores / Cipa para o ano de 2012, realizou-se na passada segunda feira dia 26 de Novembro uma caravana automóvel intitulada Volta à Ilha Terceira contra a violência. Com esta iniciativa pretendeu-se assinalar o Dia internacional pela eliminação da violência contra a Mulher – 25 de Novembro.
 
Publicado na página Igualdade XXI no jornal Diário Insular de 1 de Dezembro de 2012.
 
 
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Apoio Judiciário: um direito



Xénia Leonardo (Jurista da UMAR Açores)

A UMAR Açores tem vários serviços ao dispor das suas utentes, nomeadamente o atendimento social, psicológico e jurídico. No âmbito deste último, embora já viesse a praticá-lo, decidiu recentemente publicitar, que disponibiliza os seus serviços para preenchimento dos requerimentos para solicitação de apoio judiciário junto da entidade competente. No entanto, apenas o faz relativamente às suas utentes, vítimas de violência doméstica.
Estas vítimas além do aconselhamento nas áreas supra referidas, necessitam aceder ao apoio judiciário, nas modalidades de dispensa do pagamento dos encargos com o processo, nomeadamente as taxas de justiça, bem como na modalidade de nomeação de patrono oficioso (advogado/a) e dispensa do pagamento dos honorários deste/a.
Este procedimento começa pelo preenchimento de um requerimento, que se encontra disponível na Segurança Social e instrução documental do mesmo, tentando dessa forma comprovar a sua insuficiência económica.
Porquanto, só os cidadãos que consigam fazer prova da sua insuficiência económica, podem aceder gratuitamente aos serviços de um(a) advogado/a, bem como à dispensa do pagamento dos encargos do processo.
Depois de entregue na Segurança Social, a situação da requerente é avaliada e caso preencha os requisitos legalmente exigidos para o deferimento do requerido, fica na situação de lhe poder ser nomeado/a um(a) advogado/a e de não lhe ser exigido o pagamento de qualquer encargo com qualquer processo judicial. De salientar, que será necessário um requerimento para cada solicitação de apoio judiciário.
Nos casos mais frequentes, as utentes da UMAR Açores, necessitam um(a) advogado/a para o processo crime, na qualidade de vítimas do crime de violência doméstica, para requerer a constituição de assistente e deduzir pedido de indemnização civil e outro/a advogado/a para o processo de divórcio, que pode ou não englobar a regulação das responsabilidades parentais do/as filho/as menores.
Para que a utente no processo de divórcio veja estabelecida a regulação das responsabilidades parentais do/as filho/as menores, será necessário estarmos perante um divórcio por mútuo consentimento, que corre os seus termos na Conservatória do Registo Civil de Angra do Heroísmo ou da Praia da Vitória, conforme o concelho onde tenha sido celebrado o matrimónio.
Nas situações de processo-crime e de divórcio, são necessários dois requerimentos de solicitação de apoio judiciário, a fim de que a utente não seja responsabilizada por qualquer encargo com ambos os processos e que lhe sejam nomeados dois advogados, através de nomeação oficiosa.
Será através da nomeação oficiosa, que o/a advogado/a terá poderes para representar a utente e defender legitimamente os seus interesses.
O Conselho Distrital dos Açores da Ordem dos Advogados procede a essas nomeações, através de um programa informático que nomeia aleatoriamente um dos advogados que estão inscritos no Apoio Judiciário.
Infelizmente, só por um mero acaso, é que a utente tem o mesmo advogado para a representar tanto no processo-crime, como no processo de divórcio. Tal situação acaba por ser penalizante para a utente, pois tem de contar e explicar todos os seus problemas a duas pessoas distintas.
Embora na prática, possa solicitar a substituição de uma das nomeações oficiosas, indicando para o efeito o advogado/a nomeado na outra nomeação, terá de o fazer através de requerimento dirigido ao Conselho Distrital dos Açores da Ordem dos Advogados, fundamentando o seu requerimento, o que pode ser moroso.
Quando a utente por motivos diversos, não consiga avançar com um processo de divórcio por mútuo consentimento nos termos acima descritos, a situação da regulação das responsabilidades parentais terá de ser tratada à parte. Poderá optar por esperar pela marcação da conferência de divórcio (que não a modalidade de divórcio por mútuo consentimento), que será agendada no Tribunal competente e nessa altura através do seu advogado/a tentar acordar com o marido, as questões relacionadas com os filhos menores em comum.
A utente também tem a hipótese de solicitar a nomeação de outro/a advogado/a, na forma acima descrita, especificamente para a regulação das responsabilidades parentais.
Poderá ainda, dirigir-se ao Ministério Público do concelho da área da residência dos menores, que funciona junto do Tribunal Judicial e agendar uma hora para ser atendida por um(a) dos procuradores/as adjuntos/as, que aí exercem as suas funções.
De uma forma resumida são essas as opções que a utente tem disponíveis, para a regulação das responsabilidades parentais dos filhos menores.
Qualquer outro esclarecimento posterior, que as utentes necessitem poderão sempre dirigir-se aos serviços da UMAR Açores e agendar uma consulta gratuita com a jurista que aí exerce as suas funções.

Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 19 de Janeiro de 2012


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Grupo de Teatro A SALA apresenta ‘A Boca do Corpo’


Sábado, 14 de Janeiro de 2012 pelas 21:30 Horas

Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo

Na sequência da frequência do Workshop de iniciação às técnicas teatrais, orientado por Luís Carvalho em 2010, Milú Leonardo, Armanda Silva, Margarida Ferreira, Ricarda Mendonça e Bárbara Loução resolveram juntar-se, dando origem a este novo grupo de teatro da Ilha Terceira.

Depois de terem passado por um variado número de espaços alternativos, sempre com o objectivo de se juntarem, perante a ausência de um espaço único onde pudessem ensaiar, resolveram dar-se a si mesmas, enquanto grupo, o nome de A SALA: onde estivessem reunidas para trabalhar aí seria a sua ‘sala’ de ensaio. Neste ano de combate contra a violência doméstica, o grupo A SALA entendeu que deveria contribuir para a sensibilização de todos nós contra este flagelo social.

Dos trabalhos e exercícios conjuntos dos seus membros, e tendo por base o texto de Mia Couto, “Ezequiela, a Humanidade”, o grupo desenvolveu e trabalhou um conjunto de textos que abordam as várias formas de violência contra a mulher.

Encenação e Direcção de Actores:
Luís Carvalho.

Elenco:
Bárbara Loução
Luís Carvalho
Margarida Ferreira
Ricarda Mendonça

Assistente técnica:
Armanda Silva

Caracterização e Penteados:
Mythos – nutrição . estética . bem estar
Manoel Neto
Cabeleireiro

Classificação: M/16

Horário Bilheteira CCCAH:
De Quinta a Segunda 19h30 às 21h00
No dia do Evento
das 19h30 às 21h30
Bilhete Normal 7,50 €
Bilhete com Desconto 5,00 €
* Descontos
Cartão do Idoso / Cartão + 65 anos / Cartão Jovem / Cartão Ajiter / Cartão 4+.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

16 Dias de Activismo Social Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres


“16 Dias de Activismo Social Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres” é uma campanha internacional que decorre entre os dias 25 de Novembro (Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres) e 10 de Dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). Pelo meio assinala-se o dia 1 de Dezembro (Dia Mundial de Luta contra a SIDA) e o dia 6 de Dezembro (quando ocorreu o Massacre de Mulheres em Montreal – Canadá), proclamado no Brasil como Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
A UMAR Nacional e a UMAR Açores também aderiram a esta campanha com várias actividades e iniciativas. Em S. Miguel realizou-se um debate sobre a Marcha Mundial das Mulheres no Congo “Entre a Violência e a Resistência”, com a presença de Judite Fernandes, Delegada da MMM Portugal. Fizeram-se “Sombras no Chão”, contornos de corpos desenhados no chão em memória das mulheres que sucumbiram vítimas de violência de género, e plantou-se uma árvore no parque da cidade de Ponta Delgada, em referência a todas as mulheres que sofrem maus-tratos em contextos de intimidade. No Faial assinalou-se estes dias com uma exposição, um colóquio e uma peça de teatro. Na Terceira também foram realizadas acções de rua, que consistiram essencialmente na sensibilização da população para esta causa. @s técnic@s da Delegação estiveram nas principais artérias de Angra e da Praia a falar com as pessoas e a distribuir panfletos e cartazes alusivos ao dia e ao âmbito de acção da UMAR Açores. É fundamental que mulheres e homens se unam na luta contra a violência pois só assim se pode conseguir um mundo mais justo.

Rita Ferreira

Publicado na Página Igualdade XXI do Jornal Diário Insular de 28 de Dezembro de 2010