quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Semana da Saúde e Bem-Estar

Com a participação da UMAR Açores

EB1/JI dos Altares – 14/11/2018
Fotografia: Cidália Parreira
 
Organizada pela Junta de Freguesia dos Altares, realizou-se de 12 a 19 de Novembro a Semana da Saúde e Bem-Estar. A delegação da ilha Terceira da UMAR Açores foi convidada a participar através da realização de duas sessões de sensibilização para aluno/as da pré-primária e 1º ciclo da EB1/JI dos Altares. A 12 de Novembro a temática trabalhada foi a igualdade de género, através da exploração de uma história de Susana Margarido “Quando for grande, quero ser pai” e de um jogo de partilha de tarefas na família. A 14 de Novembro realizou-se uma sessão intitulada “Etnia / cultura – conhecer para não discriminar” onde se procurou identificar comportamentos discriminatórios, bem como exemplificar boas práticas na integração de diferentes etnias / culturas. Assistiram as sessões 46 aluno/as da referida escola, com idades compreendidas entre os 3 e os 11 anos.
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 22 de Novembro de 2018
 

Projeto IGUALDADE SEM IDADE

No âmbito do Dia Municipal da Igualdade

 
A 24 de Outubro assinala-se o Dia Municipal da Igualdade. Desde 2010, centenas de organizações de todo o país e autarquias locais assinalam esta data promovendo iniciativas diversas no âmbito da igualdade de género. Sendo a igualdade de género uma das metas estabelecidas pela ONU (Organização das Nações Unidas) como prioritária até o ano de 2030, cabe abordar esta temática com vários públicos de modo a garantir a desconstrução de estereótipos de género.
A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo tendo por base o seu Plano Municipal da Igualdade de Género está a realizar em parceria com o Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate à Violência Doméstica (SCMPV) e em colaboração com a UMAR Açores/CIPA – Delegação da ilha Terceira, um projeto intitulado “Igualdade sem Idade”. Esta iniciativa tem como primordial intuito, abordar as temáticas da Igualdade de Género e de Oportunidades junto das pessoas idosas, uma vez que estes podem ser veículos de desconstrução de estereótipos de género junto das gerações mais novas (e.g., neto/as).
Este projeto é dirigido às pessoas idosas envolvidas nos centros de convívio do município de Angra do Heroísmo, através da realização de 22 sessões de sensibilização, entre os meses de Outubro de 2018 e Maio de 2019.
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 22 de Novembro de 2018

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

Comemorações do dia 25 de Novembro


Os parceiros da Rede de Apoio Integrado à Mulher da Ilha Terceira, da qual a UMAR Açores faz parte, com a colaboração da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, convidam a comunidade em geral, a participar nas comemorações do dia 25 de Novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

As atividades decorrerão ao longo da Rua da Sé e na Praça Velha, entre as 14h00 e as 17h00 do dia 26 de Novembro, segunda-feira.
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 22 de Novembro de 2018
 

26º Aniversário da UMAR Açores

A 27 de Outubro


 
A UMAR nasceu no movimento pós 25 de Abril, com o nome de União de Mulheres Antifascistas e Revolucionárias. Mais tarde adotou a designação de Movimento pela Emancipação Social das Mulheres e por último, com uma alteração de estatutos realizada nos anos 90, recuperou a sigla original, significando União de Mulheres Alternativa e Resposta. 
Esta designação adequa-se, pois na sua luta pela conquista de direitos (sociais, laborais, educacionais, sexuais e reprodutivos, etc.), a associação nunca quis deixar uma mulher sem resposta, sem ajuda ou orientação. O apoio disponibilizado, além de direcionado para a solução de problemas concretos, pretendia “empoderar” a mulher, ajudá-la a ter uma voz ativa e a lutar pelos seus direitos. Entre estes, combater uma forma muito grave de opressão e exercício do machismo, que era e ainda continua a ser a violência doméstica, principalmente a conjugal. 
Nos Açores, a UMAR teve a sua primeira delegação em 1992, começando pela ilha de S. Miguel e posteriormente abrangendo também as ilhas Terceira e Faial, esta última com uma casa abrigo gerida pela associação.
Em 2008 alterou os seus estatutos passando de delegação a associação e mudando o nome para UMAR Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres. Mantiveram-se os principios feministas e os objectivos orientados para a igualdade de oportunidades e de direitos entre mulheres e homens. Porque ser feminista não é ser contra os homens, o feminismo “é o conceito radical que as mulheres são pessoas!”.
A UMAR Açores está de parabéns pelos seus 26 anos, e que continue muitos mais na caminhada pela igualdade de género e por uma sociedade mais justa!
 
Rita Ferreira
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 27 de Outubro de 2018
 

Prevenção da Violência Doméstica

Na Unidade de Alcoologia da Casa de Saúde São Rafael
 
 
Desde Outubro de 2015 e em parceria com a Casa de Saúde São Rafael - Instituto de São João de Deus, que a equipa técnica da delegação da UMAR Açores na ilha Terceira desenvolve um trabalho de sensibilização junto dos utentes da unidade de alcoologia daquela instituição de saúde. O objectivo desta intervenção passa por desconstruir mitos associados à relação entre a violência e o consumo de álcool, reforçando que a embriaguez não é a causa das agressões mas antes um elemento facilitador.
Através do visionamento de filmes e de sessões em grupo, pretende-se promover a erradicação de preconceitos associados às discriminações em função do género, sensibilizar para os sinais de abuso (verbal, psicológico, físico, económico, sexual ou outros) nos relacionamentos íntimos, informar sobre os direitos e recursos de apoio para quem é vítima de violência doméstica, incentivar o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e prevenir a violência doméstica em relacionamentos futuros.
Nos últimos três anos, realizaram-se 43 sessões de sensibilização com a participação de 278 utentes daquele serviço, com idades compreendidas entre os 27 e os 67 anos.
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 27 de Outubro de 2018
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Hora do Conto – Cores da Igualdade

Integrada nas festividades de Verão, mais em concreto nas festas da Praia 2018, no âmbito da campanha “Açores pela Igualdade”, decorreu nos dias 6, 8 e 10 de Agosto, no espaço da Biblioteca Municipal Silvestre Ribeiro (na Praia da Vitória) a hora do conto, sob o tema “Cores da Igualdade”. A UMAR Açores colaborou nesta actividade do Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate à Violência Doméstica, da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, no âmbito da participação na Rede de Apoio Integrado à Mulher da Ilha Terceira.
 
Ao longo dos três dias em que decorreu, participaram nesta iniciativa 83 crianças dos 3 aos 12 anos, de vários Jardins de Infância e ATL’s do município. A atividade consistia na leitura e exploração de duas histórias “As famílias não são todas iguais” e “Primeiro cresci no coração”, que abordam as novas formas de família. Além da família tradicional: pai, mãe e filhos, contemplam-se as famílias monoparentais, as famílias reconstituidas (com filhos de outros relacionamentos) e as famílias LGBT (com dois pais ou duas mães), salientando a importância das mesmas no desenvolvimento emocional das crianças. Num segundo momento, os/as participantes da sessão pintaram o desenho de um arco-íris, que representa a sua família e as características que a definem: o nome, o número de elementos que a constituem e as atividades que gostam de fazer em conjunto.
 
Esta iniciativa de carácter lúdico-pedagógico foi acolhida com entusiasmo pelas crianças que nela participaram e contribuiu para uma melhor compreensão da diversidade afectivo-sexual que caracteriza as relações amorosas e familiares.
 
 
 
 
 Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 18 de Setembro de 2018
  

REALIDADE DOS NOSSOS DIAS ...


O meu trabalho exige que me desloque pelas ilhas dos Açores contatando com muita gente de vários estratos sociais, idades e géneros. Por essa razão já vivenciei casos de alegada violência doméstica, desigualdade entre géneros e supressão de um membro em relação ao outro. Quando me foi proposto por um membro da UMAR escrever um pequeno texto sobre a minha opinião e a minha perspetiva em relação aos problemas referidos anteriormente não hesitei e entre os muitos casos optei por dois dos mais comuns e que têm vindo a aumentar atualmente.

Durante essas deslocações tenho observado nos últimos anos um aumento da emigração, sobretudo do Brasil, fruto de relacionamentos online, onde mulheres saem do seu país, acompanhadas muitas vezes por filhos menores, sem terem bem a noção do que vão encontrar. Quando chegam ficam sem trabalho e as suas habilitações literárias não são reconhecidas no nosso país. Por vezes encontram-se em relações abusivas para si e para os filhos, sem recursos financeiros para poderem regressar ao seu país ou sair dessas relações.

Ao contatarem comigo procuram uma valorização profissional de modo a alcançarem uma vida mais estável e independente, no entanto encontram-se economicamente dependentes dos companheiros que muitas vezes as controlam tanto financeiramente como socialmente, evitando contatos e amizades com outras pessoas fora do âmbito familiar. Muitas vezes sinto o medo das crianças face aos companheiros da mãe que são agressivos, (na minha presença), verbalmente com elas.

Tento sempre incutir-lhes a necessidade de se tornarem independentes e de pedirem ajuda familiar, mas muitas vezes a situação familiar é também muito instável e o fator económico não permite um apoio financeiro para poderem voltar ao país de origem, ou planearem uma vida independente para si e para os seus filhos.

Outra das situações que me choca é que cada vez mais sou confrontado com situações de abusos entre os jovens.

Apesar de toda a informação existente, tanto nas escolas, como meios de comunicação social, espanta-me ver jovens na dependência de namorados que lhes controlam os telemóveis, o dinheiro e as suas decisões. Por vezes a opção de realizar uma formação recai sobre eles, que decidem o que elas devem ou não fazer. Algumas jovens acabam por se afastar dos amigos e vivem em função dos relacionamentos sem ter em conta as repercussões que isso terá no futuro.

Em alguns casais, continuo a notar que apesar de ambos trabalharem, as decisões são muitas vezes tomadas de forma unilateral, recaindo sobre o elemento masculino a palavra final.

Como conclusão gostaria de fazer uma chamada de atenção a todas as mulheres e jovens: apostem na sua formação e valorização profissional de forma a poderem ter um meio de se sustentarem a si e aos seus filhos. Quanto mais uma mulher possuir independência financeira, menor a probabilidade de se ver presa numa relação abusiva e de ser tratada de forma desigual.

E.J.Cabral
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 18 de Setembro de 2018