quinta-feira, 30 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher


No passado dia 8 de Março, assinalou-se o Dia Internacional da Mulher e a delegação da ilha Terceira da UMAR Açores, dinamizou uma iniciativa em parceria com a Casa do Povo de Santa Bárbara, no âmbito do projecto e unidade móvel de proximidade “Haja Saúde”.
Deste modo, técnico/as e voluntárias das duas instituições estiveram presentes no Largo Conde da Praia da Vitória de manhã e na Praça Almeida Garrett em Angra do Heroísmo durante a tarde, de modo a sensibilizar a população em geral para a igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.
Realizaram-se rastreios de saúde gratuitos e foram distribuídos folhetos alusivos ao dia e prestados esclarecimentos vários.
 
Praça Almeida Garrett em Angra do Heroísmo

Largo Conde da Praia da Vitória

Rastreios de saúde gratuitos - Unidade móvel de proximidade “Haja Saúde”
 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 30 de Março de 2017


Prevenção da Violência no Namoro


Decorreu no passado dia 16 de Fevereiro, no âmbito do dia de São Valentim assinalado a 14 do mesmo mês, uma acção de prevenção da violência no namoro, resultante de uma parceria entre a UMAR Açores, a Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo e o Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate à Violência Doméstica da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória.
Na referida escola foi realizado um peddy-papper intitulado “Liga-te ao Amor Saudável” da autoria do N.I.P.C.V.D., actividade dinâmica através da qual foi possível trabalhar crenças sobre a violência no namoro, identificar alguns sinais de alerta presentes em relacionamentos abusivos e debater formas de promover relacionamentos saudáveis.
O/as aluno/as participaram de forma activa, aderindo com entusiasmo aos desafios propostos.
 


 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 30 de Março de 2017
 

sexta-feira, 10 de março de 2017

DESTAQUE DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2017

ANA OLIVEIRA
 
 
Ana Cristina Simões de Oliveira tem 35 anos e frequenta o 3º ano do curso de Eng. Agrónoma na Universidade dos Açores, trabalha como auxiliar de educação, é instrutora no ginásio Best Of Health Club e é atleta, atividade no âmbito da qual aceitou dar-nos o seu testemunho.

Como começou e o que a motivou a praticar atletismo?

Tive a minha iniciação desportiva aos 13 anos de idade como atleta federada, desde sempre adorei correr, e de todas as modalidades desportivas que experimentei, o atletismo foi a modalidade pela qual me apaixonei, por ser uma modalidade desportiva mais individual, foi aí que me enquadrei. Desde a escola primária que a hora da ginástica/educação física era aquela hora fantástica.

Como é praticar uma atividade desportiva maioritariamente associada ao masculino?

Nem sempre foi fácil, como menina e muitas vezes correr mais do que os rapazes levava a alguns comentários menos agradáveis, mas era isso que me desafiava. Em relação aos meus colegas de treino, nunca senti qualquer tipo de descriminação, muito pelo contrário. O problema mesmo é de quem vê as coisas de fora, o facto de correr/treinar maioritariamente com rapazes, fazem-nos uma rotulagem nem sempre muito simpática, e quando digo isto, não vem só do sexo masculino, mas também, e grande parte do sexo feminino. Hoje a corrida está na moda, mas nem há muitos anos atrás, a corrida era vista por quem não tinha nada que fazer da vida. Muitas mulheres me diziam  que tinha de "arranjar" uma casa para tomar conta, que correr é coisa de homens não de mulheres, que ter "músculos" é feio, não é coisa de mulheres.

Claro que nem sempre os homens gostam de ter uma colega de treinos que consiga correr tanto quanto eles, mas no meu caso, tenho muito a agradecer por me ajudarem a evoluir como atleta.

Já alguma vez se sentiu discriminada pelo facto de ser mulher?

No que toca ao desporto sim, há inúmeras situações desagradáveis como por exemplo, os prémios monetários nunca são iguais para ambos os sexos. Uma situação extremamente desagradável aconteceu há alguns anos, numa prova com exactamente a mesma distância em que eu e o meu colega (homem) fomos ambos vencedores, e o meu colega recebeu um prémio monetário no valor de 250 euros, e eu como vencedora do sexo feminino tive o prémio de valor monetário de zero euros. Sim, é lamentável!! Ainda hoje em dia, quando concorremos a determinados trabalhos somos à partida excluídas por sermos mulheres. Se erramos em alguma coisa, é porque somos mulheres...

Sobre as Mulheres vítimas de violência doméstica

Infelizmente as mulheres vítimas de violência doméstica, são vistas como umas "coitadas", muitas das vezes a sociedade até acha que a mulher"merecia" o que teve, ou porque não obedeceu, ou porque não fez, ou porque única e simplesmente  acham que a mulher não corresponde aos padrões que a sociedade de hoje ainda impõe.

É muito importante haver associação feministas como a UMAR Açores, quando uma mulher procura ajuda, é porque provavelmente já passou por muito, agressões físicas, verbais, deixam marcas para toda uma vida. Nem sempre mulheres que passam por este tipo de violência tem a capacidade de encontrar uma solução sozinhas, é necessário intervir, é necessário ajudar, é fundamental saber que não estão sozinhas, têm alguém que as defende.

Não podemos deixar que seja mais uma, não somos "coisas", não somos objectos, somos seres humanos!!

Para terminar a Ana refere que é importante que homens e mulheres vivam tratando-se de igual para igual. Se eles podem, nós também. Nunca devemos baixar a cabeça, nunca nos resignarmos e principalmente não permitirmos que nos façam sentir um ser fraco ou inferior.

 
Publicado na Página IGUALDADE XXI no Jornal Diário Insular de 8 de Março de 2017

 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Estudo sobre Violência no Namoro em Contexto Escolar

Investigação abrange ilhas de São Miguel e Terceira

 

A UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, no âmbito do projeto Art’themis+ Jovens Protagonistas na Prevenção e na Igualdade de Género, está a desenvolver um estudo a nível nacional denominado “Violência no Namoro em Portugal: Vitimação e Conceções juvenis”. Este trabalho foi aprovado e financiado pela actual Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Dra. Catarina Marcelino, e submetido ao Ministério da Educação.

Para a realização desta investigação foram selecionadas aleatoriamente quatro escolas de cada um dos Distritos de Portugal continental e Ilhas.

A população alvo serão os jovens entre o 7º e o 12º anos de escolaridade, de qualquer turma, quer do ensino normal, quer profissional.

O resultado desta investigação a nível nacional será posteriormente divulgado nos meios de comunicação social perto do dia 14 de Fevereiro, contando com a presença e reflexões da Senhora Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Dra. Catarina Marcelino.

Com dimensão nacional, este será o primeiro ano em que a UMAR desenvolve um estudo nesta área, pelo que a colaboração dos agrupamentos escolares selecionados será fundamental. Com este trabalho, pretende-se aferir a prevalência da violência no namoro nos/as jovens, mas também a legitimação deste fenómeno.

 
 
 

O projeto Art’themis+ Jovens Protagonistas na Prevenção e na Igualdade de Género

 
Art’themis+ é um projeto subvencionado de prevenção primária da violência que a UMAR está a desenvolver com a parceria da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade. Tem como objetivos fulcrais consciencializar as crianças e os jovens sobre a violência de género, particularmente a violência doméstica, no namoro e entre pares.

 
Publicado no jornal Diário Insular de 26 de Janeiro de 2017
 

AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO DA UMAR AÇORES

Durante o mês de Fevereiro



Ao longo do mês de Fevereiro e de acordo com o plano de actividades da delegação da Associação para o ano de 2017, a equipa técnica realizará um conjunto de onze ações de sensibilização para diferentes públicos alvo.

No âmbito do programa Crescer sem Discriminar serão dinamizadas sete sessões de sensibilização para a igualdade de género e de oportunidades entre mulheres e homens na Escola Básica e Integrada da Praia da Vitória – Francisco Ornelas da Câmara a turmas do 6º ano de escolaridade. Na mesma escola e integradas no projeto de Educação Afectivo Sexual, realizar-se-ão três ações de prevenção para o abuso sexual em crianças a turmas do 5º ano de escolaridade.

Dando continuidade ao trabalho realizado desde Outubro de 2015, a equipa técnica da delegação da Associação estará presente na unidade de alcoologia da Casa de Saúde de São Rafael para a realização de uma sessão de prevenção da Violência Doméstica intitulada Como manter uma relação conjugal saudável.


Publicado no jornal Diário Insular de 26 de Janeiro de 2017
 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Exposição coletiva de artes plásticas assinalou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres - 25 de Novembro

 
De 25 de Novembro a 10 de Dezembro esteve patente, no Edifício da Recreio dos Artistas em Angra do Heroísmo, uma exposição coletiva de artes plásticas intitulada Uma Comunidade Ativa contra a Violência que assinalou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres - 25 de Novembro. Pretendeu-se através da arte, sensibilizar a população em geral para a problemática da violência sobre as Mulheres e desigualdades de género. 
Esta iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e coordenada pela UMAR, realizou-se no âmbito da Campanha de Proximidade e integrou-se na Campanha Nacional contra a Violência Doméstica contra as Mulheres que foi realizada em parceria com várias entidades em diversos distritos do país através de acções com impacto junto de diferentes públicos.
Para a ilha Terceira foram parceiros do projeto a Associação Geração de Amanhã através da Re.Act – refunction art.studio.
Participaram na exposição as artistas Bárbara Barcelos (Fotografia), Eduarda Meneses (Pintura e Escultura), Marcídia Berenguer (Pintura), Netti Kuhl (Desenho e Pintura), Sara Leal (Fotografia) e Sara Sales (Desenho Pontilhismo).
 
“Violência no Feminino” - Autora: Maria Eduarda Meneses
 
"Violência versus Libertação" – Autora: Maria Eduarda Meneses
 
“Teatro Transtorno no Mundo” - Autora: Marcídia Berenguer
 
Publicado no jornal Diário Insular de 21 de Dezembro de 2016
 
 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Inauguração de Exposição Coletiva de Artes Plásticas na Recreio dos Artistas a 25 de Novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

CONVITE
 
 
A UMAR Açores / CIPA convida-o(a) para a inauguração da Exposição Coletiva de Artes Plásticas - Uma Comunidade Ativa contra a Violência, que assinala o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres - 25 de Novembro.
 
Esta, terá lugar no próximo dia 25 de Novembro (sexta-feira)
pelas 20h30 no Edifício da Recreio dos Artistas
na Rua da Rosa s/n 1º Andar em Angra do Heroísmo
na Delegação da ilha Terceira da UMAR Açores / Cipa.
 
Expõem as Artistas:
Bárbara Barcelos - Fotografia (1)
Eduarda Meneses - Pintura e Escultura (2)
Marcídia Berenguer - Pintura (3)
Netti Kuhl - Desenho e Pintura (4)
Sara Leal - Fotografia (5)
Sara Sales - Desenho Pontilhismo (6)
 

Esta iniciativa realiza-se no âmbito da Campanha de Proximidade e integra-se na Campanha Nacional contra a Violência Doméstica contra as Mulheres que será realizada em parceria com várias entidades em diversos distritos do país através de ações de rua com impacto junto de amplos públicos.

Esta campanha está a ser promovida pela Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e coordenada neste âmbito pela UMAR, de modo a assinalar o DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES - 25 de Novembro.

 
Para a ilha Terceira são parceiros do projeto a Associação Geração de Amanhã através da Re.Act – refunction art.studio.
 
Se pretender visitar a exposição fora do período normal de abertura ao público, poderá contactar a Associação através dos seguintes telefones: 295 217 860 / 968 687 479, ou para o e-mail: umarterceira@gmail.com
 
Participe e ajude-nos a divulgar!
Obrigada
 
Informação sobre as Artistas, número de Obras e respetivas categorias
 
(1) Bárbara Barcelos – 3 Obras - Fotografias
Biografia - Bárbara Barcelos, açoriana natural da Praia da Vitória, ilha Terceira. No secundário estudou Artes Visuais na Escola Secundária Vitorino Nemésio e prosseguiu licenciatura em Artes e Design na escola de Educação no Instituto Politécnico de Bragança. 2016 – Formação Inicial de Formadores, pela ACDA. 2012 - 2016 – Licenciatura Artes e Design, pelo Instituto Politécnico de Bragança.
(2) Eduarda Meneses - 2 Obras - Pintura e Escultura
Biografia – Maria Eduarda Fagundes de Menezes, nasceu em 1954 na freguesia das Lajes, Ilha Terceira.Fez Pós-graduação em Educação Visual e formação contínua no domínio da Expressão Plástica e do Ensino, lecionando Educação Visual e Tecnológica, na Escola Básica e Integrada da Praia da Vitória.
(3) Marcídia Berenguer - 1 Obra - Pintura
Biografia – Marcídia Maria Gomes da Costa Berenguer, reside na Praia da Vitória, fez formação em desenho e pintura no Atelier da Santa Casa Da Misericórdia.
Participou em exposições colectivas de pintura do evento cultural "Outono Vivo" entre 2012 e 2013. Participou também na exposição sobre "sismo de 1 de janeiro de 1980", em Praia da Vitória, com acrílico com o título 15:42.
Em 2003, participou da exposição colectiva do Auditório do Ramo Grande.
No ano de 2001 participou da exposição nos Paços do Concelho da cidade onde reside.
(4) Netti Kuhl - 3 Obras - Desenho e Pintura
Biografia - Herzberg / Leipzig / Germany ; Formação em educação artística. No seu percurso artístico rege-se pelas ideias de: alcançar, colher, dar.
(5) Sara Leal - 1 Obra - Fotografia
Biografia - Sara Leal cresceu ilhéu com a brisa do mar a entrelaçar-lhe o cabelo. Gostava de bater à máquina, de criar mundos enquanto brincava com a imaginação. Licenciou-se em Publicidade e Marketing, em Lisboa. Trabalhou em grandes eventos internacionais, onde conheceu imensa gente. Mas queria contar outro tipo de histórias, ver ainda mais do mundo e continuar a sonhar. Mudou-se para outra ilha, a grande maçã (NYC), para estudar e trabalhar em cinema. Estreou uma curta no festival New Filmmakers NY do mítico Anthology Archives.
Regressou ao meio do Atlântico para filmar um projecto e foi-se deixando ficar, de projecto em projecto, como o balanço do mar. Expôs no Museu de Angra do Heroísmo, na galeria do Instituto Açoriano de Cultura e na Re.Act Art Gallery (Praia da Vitória).
Actualmente está na fase final de duas longas metragens - uma ficção documental e um documentário.
Gosta de trocar ideias, gargalhadas, viajar e escrevinhar no bloco de notas.
(6) Sara Sales – 2 Obras - Desenho Pontilhismo
Biografia - Sara Sales Violante natural da Praia da Vitória, ingressou no Curso de Artes Visuais na escola Vitorino Nemésio, e em 2010 na faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa no curso de design de equipamento. Frequentou também o curso de web design na escola Lisbon School of Design no ano de 2014 em Lisboa.